
As autoridades baianas têm articulado medidas para acalmar os ânimos de moradores do bairro de Valéria, na cidade de Salvador, em meio às trocações pesadas entre policiais e criminosos.
A intervenção mais recente compreendeu o lançamento da nova sede da 8ª Delegacia Territorial (DT) da localidade, ocorrido nesta quarta-feira (11). Mas, para além desta inauguração, a região passou por poucas e boas nos últimos meses.
O bairro passa por um rebuliço total desde o último dia 15 de setembro, data em que Lucas Caribé, policial federal, morreu baleado por bandidos altamente armados. O que aconteceu depois dessa tragédia que repercutiu nos quatro cantos do Brasil? Pegue a visão a seguir:
Queda
O sextou, no dia 15 de setembro de 2023, foi obscuro para a Polícia Federal. O agente Lucas Monteiro Caribé, de 42 anos, ficou na mira dos ‘meninos bons’ e recebeu um pipoco fatal.
Mesmo sendo socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), o agente não resistiu aos ferimentos, chegando na unidade, por volta das 5h, já sem vida. Outros dois policiais, os investigadores da Polícia Civil, Vockton Carvalho e Hosannah Carneiro, também foram socorridos, porém, resistiram.

Grito de guerra
Horas depois da oficialização da morte de Caribé, o poderoso chefão da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Marcelo Werner, soltou o verbo sobre o caso. “Dia muito triste. Caribé era um irmão. Faremos tudo o que estiver ao alcance para levar os responsáveis à Justiça", escreveu nas redes sociais.

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Chumbo trocado
Pelo menos quatro meliantes da barra pesada foram mortos em confronto com a polícia naquela sexta-feira, que não era 13, mas agregou elementos de sobra para ser sombria. Além dos indivíduos, duas pistolas calibre 9mm, carregadores e munições foram apreendidos com eles.

“Missão dada, parceiro, é missão cumprida”
O Comando de Operações Táticas (COT) de Brasília chegou daquele jeitão em Salvador. Além de pelo menos 15 agentes, um helicóptero bateu ‘continência’, no dia seguinte, na capital baiana após a morte sofrível do PF durante a Operação Fauda.

MP na cena
Autoridade de potência na esfera estadual, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) lamentou a morte de Lucas Caribé. Em uma nota oficial entregue à imprensa, o órgão deixou claro a missão de derrubar um por um do crime organizado: “O Ministério Público renova seu compromisso e sua missão de combater o crime organizado e promover a paz social.”

Transporte e educação
No mesmo dia, 15 de setembro, os buzus deixaram de circular até o fim de linha do bairro de Valéria, devido aos intensos tiroteios registrados na localidade. Juntamente a isso, cerca de 5.864 estudantes ficaram sem aula naquela sexta-feira.

Caveirão barril dobrado
Os noticiários brasileiros e até mundial receberam a notícia de que a capital baiana ganhou o reforço de viaturas blindadas da Polícia Federal. No dia 22 de setembro, elas desembarcaram no porto de Salvador.

Combo de operações
Várias operações foram realizadas em conjunto pelas forças policiais, uma delas, no dia 29 de setembro. Mais de 100 agentes civis, militares e federais por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), coordenada pela Polícia Federal, cumpriram mandados judiciais no bairro, com objetivo de reprimir o narcotráfico.
Um homem foi preso e outro morto no dia que também era uma sexta-feira. Com o suspeito preso, drogas, armas, carregadores, munições e balança de precisão foram apreendidas, além de roupas camufladas.

Efeito dominó
Há pouco menos de três semanas, as ações contra os suspeitos de atacarem agentes na Operação Fauda resultaram em ao menos 14 mortes. A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil da Bahia para saber a quantidade atualizada.
Segundo a corporação, os dados devem ser levantados e disponibilizados ao Portal MASSA! na próxima semana. Por outro lado, a reportagem apurou que duas operações, consideradas oficiais, foram realizadas após a morte de Lucas Caribé na região.

Ligue e fortaleça
Caso algum morador queira realizar uma denúncia, ele pode entrar em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) pelo número 181. A identidade do denunciante será mantida em sigilo total.
