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B.O. no futebol - - Atualizado em

Do tráfico às apostas: relembre atletas do Ba-Vi alvos da polícia

Jogadores foram investigados e, em alguns casos, punidos pelos crimes

Disputa do clássico Ba-Vi
Disputa do clássico Ba-Vi |  Foto: Letícia Martins/EC Bahia/Imagem Ilustrativa

O ex-jogador do Vitória e atual atacante do Vasco da Gama, David Corrêa*, foi alvo de uma operação policial que investiga o tráfico interestadual de drogas e armas na manhã desta segunda-feira (31). Além dele, o lateral-direito Hayner*, que já vestiu a camisa do Bahia, e que atualmente defende o Vila Nova, também é investigado por suposta participação no mesmo esquema.

Outros atletas com passagens pelo Leão e também pelo Esquadrão já foram citados, investigados ou punidos por crimes como tráfico de drogas, manipulação de resultados e esquemas de apostas esportivas.

Tráfico de drogas

Mateus Gonçalves, atacante com passagem pelo Vitória, foi preso em 2025 por tráfico de drogas e associação criminosa. A prisão ocorreu no Mato Grosso do Sul, próximo à fronteira entre Brasil e Paraguai. De acordo com a Polícia Militar, o atleta estava na companhia de outro homem em um carro, onde atuava como “batedor”, dando suporte a um veículo no qual um casal transportava 187,2 quilos de maconha.

A Justiça concedeu liberdade provisória ao jogador, mas ele cumpre medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e restrições de horário e deslocamento até o julgamento.

Manipulação

O zagueiro Victor Ramos, o volante Fernando Neto, o atacante Ygor Catatau, o lateral-direito Nino Paraíba, o lateral-direito Zeca, o lateral-direito Apodi e o lateral-esquerdo Pedrinho, todos com passagem pelo Vitória, foram citados ou investigados no âmbito da Operação Penalidade Máxima, que desarticulou um esquema de manipulação de resultados de partidas para beneficiar apostadores.

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A investigação revelou que jogadores eram contatados por apostadores por meio de mensagens enviadas pelo Instagram, comofertas de valores que chegavam a R$ 150 mil. Em alguns casos, os atletas eram orientados a tomar cartões, cometer faltas ou provocar pênaltis para beneficiar os apostadores.

Victor Ramos virou réu na esfera penal pela Justiça de Goiás e teve o contrato rescindido pela Chapecoense. Fernando Neto foi afastado pelo São Bernardo, julgado pelo STJD e punido com suspensão de 380 dias e multa de R$ 15 mil. Já Ygor Catatau foi banido definitivamente do futebol profissional, além de receber multa de R$ 70 mil, mas foi reintegrado e anunciado como nova contratação do CRB.

Nino Paraíba, que também passou pelo Bahia, admitiu participação no esquema. O jogador foi punido com 720 dias de suspensão e multa de R$ 100 mil. Zeca foi citado na investigação, mas não foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás. Apodi, que também passou pelo Bahia, foi citado no caso, assim como Pedrinho. Os três não foram condenados pelo envolvimento no esquema.

Penalidade máxima

Com passagens pelo Bahia, o meio-campista Gabriel Domingos, o zagueiro Paulo Miranda, o meia-atacante Thonny Anderson, o zagueiro Didie o lateral-esquerdo Moisés apareceram nos relatórios da Operação Penalidade Máxima.

Gabriel Domingos foi punido com 720 dias de suspensão e multa de R$ 80 mil. Paulo Miranda recebeu a mesma punição de suspensão e foi multado em R$ 70 mil. Thonny Anderson foi absolvido das acusações de participação no esquema, mas recebeu multa de R$ 40 mil por ter conhecimento da manipulação e não comunicar o caso às autoridades.

Didi e Moisés não foram denunciados pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) nem sofreram punições no STJD.

**A reportagem do MASSA! entrou em contato com a assessoria dos atletas em busca de um posicionamento sobre o caso. Não houve retorno até a publicação desta matéria será atualizada assim que houver um posicionamento oficial.

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