
Comoção e pedido por justiça. Assim foram os sentimentos da mãe de Sara Freitas, Dolores Freitas, durante o júri popular do caso, retomado nesta terça-feira (24), no Fórum Criminal de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Na ocasião, os acusados do homicídio, advogados e familiares estão presentes.
Ao Grupo A TARDE, Dolores pediu maior responsabilidade dos advogados durante o novo júri. Comovida, ela afirmou esperar que a situação tenha um desfecho justo.
"Os advogados não sejam assim, que eles tenham caráter dessa vez, que eles sejam mais homens de caráter. Porque, pra mim, da outra vez que eu vim, eles não foram uns advogados de caráter. Pra mim, eles foram uns mentirosos, porque tiveram coragem de abandonar pra não ter o julgamento, pra que eu voltasse novamente", desabafou.
Que seja feita a vontade de Deus hoje, e eu espero que dê tudo certo
Dolores Freitas, mãe de Sara Freitas
O relato de dona Dolores remete ao adiamento do julgamento, anteriormente previsto para o dia 25 de novembro de 2025. Na ocasião, a sessão foi suspensa após os advogados dos três réus deixarem o plenário de forma coletiva, alegando falta de estrutura e segurança.
Em seguida, a audiência foi remarcada para 24 de fevereiro de 2026 e depois ajustada para 3 de março. Porém, o processo só pode ser retomado nesta terça-feira (24).
Julgamento dos réus
O trio de acusados: Ederlan Santos Mariano, Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como “Bispo Zadoque”, e Victor Gabriel Oliveira Neves, passarão por julgamento. Anteriormente, no mesmo fórum, outro participante do crime, o motorista Gideão Duarte de Lima, foi condenado a 20 anos e 4 meses.
Relembre o caso
O crime aconteceu em 24 de outubro de 2023, na entrada do Povoado Leandrinho, no mesmo município do julgamento. Sara Freitas foi atraída para um suposto evento gospel e executada com 22 golpes de faca. O corpo foi queimado e ocultado pelos criminosos.

Entre os acusados estão o viúvo da cantora, Ederlan Santos Mariano, apontado como mentor do assassinato; Weslen Pablo Correia de Jesus e Victor Gabriel Oliveira Neves. Eles estão presos preventivamente e responderão por crimes de feminicídio executado por motivo torpe, meio cruel e sem possibilitar a defesa da vítima, de ocultação de cadáver e associação criminosa.
