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Caso Mãe Bernadete - 04/09/2023, 22:16 - Da Redação- Atualizado em 04/09/2023, 22:49

Filho de Mãe Bernadete acredita na existência de um mandante do crime

Não foi informado pela Polícia Civil se há mandantes ou a motivação do assassinato

Jurandyr Wellington Pacífico acredita que exista mandante do crime
Jurandyr Wellington Pacífico acredita que exista mandante do crime |  Foto: Olga Leira / Ag. A Tarde

Após coletiva da polícia, nesta segunda-feira (4), informando que três suspeitos de envolvimento no crime foram presos, o filho de Mãe Bernadete, Jurandyr Wellington Pacífico, acredita que existam outras pessoas envolvidas no assassinato da líder do quilombo Pitanga dos Palmares. Um dos presos admitiu ser o executor do crime.

Apesar de não ter sido informado pela Polícia Civil se há mandantes ou a motivação do assassinato, Jurandyr crê que alguém contratou uma pessoa para matá-la. "Quero saber é quem mandou executar Mãe Bernadete e o porquê. Eu estou destruído, perdi meu irmão em 2017 e minha mãe agora", desabafou, em entrevista à TV Bahia.

Seis anos antes, Binho do Quilombo, filho de Mãe Bernadete e irmão de Jurandyr, foi morto da mesma forma, com diversos tiros dentro do quilombo, em Simões Filho. Mesmo com a Polícia Federal em posse do caso, nenhuma solução foi encontrada.

"A Polícia Federal é detentora do maior leque de tecnologias. Por que não foi feito reconhecimento facial do suspeito de assassinar Binho? As provas estão lá. O carro passou três vezes no pedágio para matar o meu irmão. Por que não elucidou?", disparou e completou em seguida.

"O crime de minha mãe repercutiu muito. Por que o crime de Binho do Quilombo não foi para essa fase? Por que deu as costas do crime de Binho?", questionou.

Para Jurandyr, o suposto mandante do assassinato de Mãe Bernadete, pode ser o mesmo de Binho. E na sua opinião, se o crime de 2017 tivesse sido solucionado, a mãe estaria viva.

Investigações

Durante as investigações, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, informou que há três hipóteses investigadas pela polícia: briga por território; intolerância religiosa; e disputa de facções criminosas, hipótese que era mais comentada pela Polícia Civil. O segundo executor do crime é procurado.

Jurandyr acredita na possibilidade do crime ter alguma relação com o tráfico de drogas na região, mas não como motivação principal. "Eu acredito no tráfico de drogas como terceirização. Você pode chegar ali e contratar um traficante para matar Mae Bernadete", afirmou.

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