
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), quebrou o silêncio, nesta quarta-feira (27) após demissão da ex-vereadora da capital baiana, Léo Kret, ser exonerada de cargo público em uma Secretária Municipal por ser alvo da "Operação Sponsor", deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) na terça-feira (26).
Com a repercussão negativa da situação, foi tomada a decisão de demitir a também dançarina do cargo de diretora de políticas para pessoas LGBTQIAPN+ da Secretaria Municipal da Reparação (Semur).
"[Através de] informações preliminares, a Prefeitura fez uma parceria com a instituição para a realização de 57 paradas LGBT nos bairros, investimentos da ordem de R$ 700 mil e teria suspeita de alguma irregularidade. Por recomendação do Ministério Público, nós afastamos os servidores envolvidos", afirmou Bruno Reis durante agenda no bairro do Cabula, na manhã desta quarta-feira (27).
"Espero que todos tenham condições de realizar o contraditório e a ampla defesa e, ao final, possa, se for inocente, provar sua inocência e, se não for, que sejam responsabilizados pelos eventuais delitos que tenham cometido", completou o prefeito de Salvador.
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Passo a passo dos ocorridos
As primeiras informações davam conta de que Leo Kret havia sido presa na operação deflagrada pelo Ministério Público, conforme divulgado pelo próprio órgão. No entanto, horas depois, a própria acusada desmentiu a informação.
As investigações do MP apontam que ela estaria envolvida no desvio de verbas públicas que deveriam ser destinadas ao patrocínio de eventos carnavalescos e ações voltadas à comunidade LGBTI+ por meio de associação de fachada.
De acordo com os promotores de Justiça, a associação teria recebido mais de R$ 1,1 milhão do Município de Salvador, sendo que parte desses recursos teria beneficiado integrantes da associação.
Posicionamento da ex-vereadora
Diante da pressão, foi anunciada a demissão de Leo Kret. Em entrevista exclusiva ao MASSA!, a ex-vereadora tratou a exoneração como um processo natural, por se tratar de uma cargo de confiança.
“[A exoneração] É normal, porque o meu cargo é à disposição. Se o Ministério Público da Bahia pediu através de um mandado de um juiz [...]. O cargo está à disposição, para mim isso não importa”, garantiu.
Além disso, Leo Kret acredita que há perseguição política nas investigações conduzidas pelo MP-BA. "É o peso do meu nome, né? O meu nome é forte e quanto mais eu me destaco fazendo o meu trabalho, mais as pessoas acompanham, sem precisar de época de eleição. Eu faço trabalho social porque sei que o trabalho social salva a vida dos jovens da comunidade, que é onde eu moro, de onde eu nunca quis sair. Então, creio que é uma perseguição política também”, declarou.
