
A ex-vereadora de Salvador, Léo Kret, está sendo investigada por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos, fraude em contratos e irregularidades na destinação de verbas municipais voltadas a projetos culturais na capital baiana.
O nome dela aparece na Operação Sponsor, deflagrada nesta terça-feira (26) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MPBA). A ação apura possíveis ilegalidades em repasses feitos pela Prefeitura de Salvador para iniciativas ligadas à comunidade LGBTQIAPN+ e ao Carnaval.
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Segundo o Ministério Público, os recursos eram destinados à “Caminhada da Diversidade LGBT+” e a ações culturais em diferentes bairros da cidade, mas teriam sido movimentados por meio de uma associação sob suspeita de funcionar como fachada para o desvio de verbas.
Procurada pelo MASSA!, Léo Kret negou, por meio de um vídeo, a participação nas irregularidades e afirmou que seu nome foi citado em meio às investigações.
“Em primeiro lugar, eu não fui presa e, em segundo lugar, o meu nome foi mencionado por um contrato que eu nem assinei. Já acionei meus advogados e, no momento oportuno, vocês vão saber de toda a situação. Todos vocês me conhecem, a Bahia inteira conhece, sabe da minha índole, do meu caráter, sabe do trabalho que eu tenho com a população. Então, já já vocês vão saber de todo o esclarecimento de tudo o que está acontecendo”, declarou.
Se ligue:
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em um edifício na Avenida ACM, em Salvador, além de endereços ligados a investigados, uma associação e um órgão público. Servidores da Prefeitura também foram alcançados pela ação.
Desvio de mais de 500 mil
Ao todo, sete mandados foram executados. Conforme o MP-BA, a entidade investigada teria recebido mais de R$ 1,1 milhão do município. Parte desse montante, segundo os investigadores, pode ter sido repartida entre os envolvidos.
Os valores deveriam financiar eventos em 57 bairros da capital baiana e apoiar 18 blocos carnavalescos durante o Carnaval de 2025. Devido as suspeitas, a Justiça da Bahia determinou o afastamento do presidente e do diretor-geral da associação investigada, além de duas servidoras municipais citadas no inquérito.
A apuração teve início após denúncias, documentos e relatos enviados ao Ministério Público por organizadores de eventos e integrantes da comunidade LGBTQIAPN+, que relataram possíveis irregularidades na aplicação dos recursos públicos.
