
A dançarina e ex-vereadora de Salvador, Léo Kret, foi exonerada do cargo que ocupava na Prefeitura de Salvador, nesta terça-feira (26), após se tornar alvo da Operação Sponsor, que investiga supostos crimes de peculato, fraudes em processos licitatórios e desvios de recursos públicos destinados a entidades carnavalescas e organizadores de Paradas LGBTI+ na capital baiana.
Com exclusividade ao MASSA!, Léo Kret afirmou que a decisão ocorreu em razão de um pedido judicial e classificou a situação como algo “normal”, por se tratar de um cargo de confiança.
“[A exoneração] É normal, porque o meu cargo é à disposição. Se o Ministério Público da Bahia pediu através de um mandado de um juiz, entendeu? O cargo está à disposição, para mim isso não importa”, garantiu.
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A suspeita de perseguição política
Em outro trecho, Léo Kret disse acreditar que esteja sendo alvo de perseguição política, especialmente por se tratar de um ano eleitoral.
"É o peso do meu nome, né? O meu nome é forte e quanto mais eu me destaco fazendo o meu trabalho, mais as pessoas acompanham, sem precisar de época de eleição. Eu faço trabalho social porque sei que o trabalho social salva a vida dos jovens da comunidade, que é onde eu moro, onde eu nunca quis sair. Então, creio que é uma perseguição política também”, declarou.
O próximos passos após exoneração
Sobre os próximos passos após o afastamento do cargo na Secretaria Municipal da Reparação (Semur), Léo Kret afirmou que já acionou sua equipe jurídica para acompanhar o caso e garantiu que pretende seguir com a rotina profissional e os projetos sociais que desenvolve há anos em Salvador.
“Meus advogados já foram acionados para poder ver a transparência desse processo. E eu vou seguir minha vida como eu sempre segui. Minha vida pública já vai fazer mais de 25 anos e eu estou aqui passando por trancos e barrancos, enfrentando todos os dias as barreiras do preconceito. Vou continuar seguindo minha vida, trabalhando, fazendo meus projetos”, declarou.
A revolta com notícia de suposta prisão
Outro ponto comentado por ela foi a circulação de informações de que teria sido presa durante a operação. A informação acabou sendo posteriormente retificada, mas causou indignação na ex-dançarina, que criticou a atuação de alguns veículos de comunicação.
“Esses veículos de comunicação deram essa notícia de uma forma irresponsável. Meus pais estavam em minha casa, eu estava em casa assistindo televisão. Na hora que eu vi essa notícia de que eu estava presa, gravei uma live e postei no meu Instagram. Como é que dão uma informação dessa sem saber? Sem apurar com a fonte, sem uma ligação?”, questionou.
A defesa sobre investigação
Por fim, Léo Kret afirmou que está à disposição das autoridades, declarou ter recebido a investigação “com muita tristeza” e negou qualquer participação em decisões financeiras dentro da pasta em que atuava na Prefeitura de Salvador.
“Eu não sei como o meu nome foi vinculado a essa investigação, porque eu sou diretora municipal de políticas de promoção da cidadania LGBT. Eu estou ali no meu cargo para poder fazer políticas públicas para essa população”, afirmou.
“Eu não gerencio nenhum tipo de projeto financeiro, entendeu? Não passa por mim. Eu não assino, eu não escolho quem vai receber, eu não escolho onde vai pagar.... Então, acho que foi um equívoco do Ministério Público em ter meu nome vinculado a essa investigação, mas eu estou aqui à disposição dele e da Justiça para poder dar qualquer tipo de declaração”, finalizou.
