
Em meio a comunidade do bairro do Uruguai, localizado na Cidade Baixa de Salvador, a Polícia Militar promove um projeto social, por meio da Base Comunitária de Segurança, voltado para qualidade de vida da melhor idade. Os trabalhos de pilates aproximam a população da corporação e também melhoram as mobilidades dos mais velhos.
O serviço ocorre nos turnos matutinos e noturnos, com turmas distribuídas em diferentes horários. Até o momento, conforme apuração do MASSA! em entrevista com o professor Jorge Augusto Andrade, de 34, há duas turmas fechadas pela manhã. No entanto, à noite é outro instrutor que alinha os trabalhos.
Segundo relato do docente, os serviços de pilates ocorrem às terças e quintas-feiras, com duas classes, uma às 10h e outra às 11h, com duração de uma hora cada. Entre os trabalhos realizados estão pilates solo com alguns acessórios, como bola suíça, pilates ring e faixas elásticas.
"As turmas são de oito pessoas por horário. Esse é o número máximo para que a gente consiga dar uma atenção maior a cada aluno, porque, se colocar muitas pessoas, pode prejudicar a qualidade do atendimento, principalmente por serem idosos", explica.
Quebra de paradigma
Fisioterapeuta e sanitarista, Jorge contou que a parceria com a Polícia Militar começou após uma procura por um projeto da faculdade. Desde que foi chamado para trabalhar na base comunitária, nunca mais deixou o posto. Apesar do estigma construído pela sociedade sobre a imagem da corporação, ele conta que é tudo bem diferente.
"Acho que é normal existir esse estigma por causa da violência que a gente vive na sociedade. Mas as pessoas precisam entender que a polícia está ali a serviço do cidadão, como o próprio slogan diz", descreve.
A comunidade aceita muito bem esse trabalho da Base, porque ela tem buscado essa aproximação e criado uma relação de reciprocidade com os moradores
professor Jorge Augusto Andrade

Melhora de saúde
As aulas têm ajudado os idosos a melhorarem os desenvolvimentos e mobilidades em ações essenciais do dia a dia, como limpar a casa, sair para o trabalho, pegar ônibus, entre outras coisas.
"Uma aluna contou que teve osteoporose e estava bastante debilitada. Ela começou a fazer pilates aqui, não comigo, mas com outro professor, há algum tempo, e disse que teve uma recuperação muito boa, voltando a ter mais disposição e qualidade de vida", relata.
Coligação entre PM e sociedade
Responsável pela base comunitária, o capitão Machado está há cerca de 11 meses na unidade, mas já pôde perceber o carinho da população local com o serviço da PM.
"O projeto social visa trazer a comunidade local para dentro da sede da instituição, da Base Comunitária do Uruguai. Esse projeto oferece atividades como pilates e dança do ventre, que melhoram a qualidade de vida da população local", conta.

Atualmente com seis projetos em andamento, de segunda a sábado, nos períodos matutino, vespertino e noturno, a base se prepara para receber novas ações.
"A BCS tem três projetos em andamento, em fase de elaboração, e logo a gente vai colocá-los em atividade", finaliza.

