23º Salvador, Bahia
previsao diaria
Facebook Instagram
WHATSAPP
Receba notícias no WhatsApp Entre no grupo do MASSA!
Home / Polícia

Não saíram da cadeia! - 08/07/2026, 07:20 - Nilson Marinho - Atualizado em 08/07/2026, 07:47

Justiça mantém prisão de advogados investigados por elo com facções

Audiências de custódia de domingo (5) a terça-feira (8) definiram as situações

Os advogados teriam atuado como intermediários entre líderes de facções
Os advogados teriam atuado como intermediários entre líderes de facções |  Foto: Divulgação/Polícia Civil

Os dez advogados alvos da Operação Sintonia em Gravata tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventivas após passarem por audiências de custódia realizadas entre domingo (5) e terça-feira (8). O MASSA! teve acesso a todas as decisões judiciais.

São investigados Maria Tereza Novaes Martins, Izabela da Silva de Oliveira, Luan Mascarenhas de Souza, Ícaro Cardoso Viana, Luã Santos da Costa, Fernanda Oliveira Borges, Tamires Felix Alves Silva, Maria Mariana Batista de Oliveira, Raiza Araújo da Silva e Joanderson Almeida dos Santos.

advogados
advogados | Foto: Polícia Civil

Segundo as investigações, eles teriam atuado como intermediários entre líderes de facções criminosas presos e integrantes das organizações em liberdade, durante visitas profissionais aos clientes, nas quais funcionavam como uma espécie de "pombos-correio" do crime organizado.

Ícaro, Maria Mariana e Fernanda
Ícaro, Maria Mariana e Fernanda | Foto: Arquivo pessoal

Esquema

De acordo com a investigação, câmeras de segurança instaladas nas unidades prisionais registraram encontros entre os advogados e os detentos. As imagens, segundo a Polícia Civil, mostram os profissionais recebendo e repassando informações relacionadas ao tráfico de drogas, compra e venda de armas, mudanças na estrutura das facções e ordens para a prática de crimes.

advogados
advogados | Foto: Polícia Civil

Grande parte dessas mensagens era transmitida no parlatório, espaço reservado nas unidades prisionais para que advogados conversem com seus clientes de forma privada. Conforme a investigação, alguns bilhetes eram escondidos em peças íntimas para driblar a fiscalização.

adv
adv | Foto: Divulgação/Polícia Civil

Em um dos episódios descritos no inquérito, um traficante dita ao advogado a tabela de preços de drogas como crack, cocaína e maconha. Em outro, um líder de facção determina que seja executado o sequestro de uma pessoa que estaria devendo uma quantidade de drogas à organização criminosa.

exclamção leia também