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'Sintonia de Gravata' - 03/07/2026, 12:15 - Nilson Marinho

Conheça os advogados presos em operação que mirou facções na Bahia

Advogados levavam bilhetes e ordens de líderes presos para integrantes de facções em liberdade

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operação |  Foto: Divulgação/Polícia Civil

Os advogados Tamires Felix Alves Silva, Luan Mascarenhas de Souza, Izabela da Silva de Oliveira, Maria Mariana Batista de Oliveira, Maria Tereza Novaes Martins, Ícaro Cardoso Viana, Luã Santos da Costa, Raiza Araújo da Silva e Fernanda Oliveira Borges estão entre os alvos da operação deflagrada nesta quinta-feira (3) pela Polícia Civil da Bahia. Eles são investigados por integrar um esquema de comunicação entre líderes de facções criminosas presos no Conjunto Penal de Serrinha e integrantes das organizações que atuavam fora do sistema prisional.

De acordo com as investigações, os advogados utilizavam as visitas aos clientes para retirar bilhetes, cartas e recados dos presídios e repassar ordens relacionadas ao tráfico de drogas, compra de armas, mudanças de lideranças e ataques contra facções rivais. Em seguida, retornavam às unidades prisionais levando informações sobre o cumprimento das determinações.

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adv | Foto: Divulgação/Polícia Civil

Luã Santos da Costa, Tamires Felix Alves Silva e Ícaro Cardoso Viana

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advogados | Foto: Polícia Civil

Maria Tereza Novaes Martins, Maria Mariana Batista de Oliveira e Izabela da Silva Oliveira

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advogados | Foto: Polícia Civil

Luan Mascarenhas de Souza e Fernanda Oliveira Borges

As apurações apontam que alguns dos investigados chegavam a visitar o mesmo detento diversas vezes por semana e também faziam a intermediação de mensagens entre diferentes lideranças presas. Durante a operação, foram apreendidos documentos, cartas e anotações que, segundo a polícia, comprovam a troca de informações entre os presos e os integrantes das organizações criminosas.

Esquema

As investigações indicam ainda que o esquema atendia diferentes facções criminosas, sem favorecer um grupo específico. Os advogados também mantinham contato entre si e compartilhavam informações relacionadas aos integrantes das organizações.

A operação teve início após a polícia identificar que chefes de facções continuavam comandando ações criminosas mesmo custodiados em um presídio de segurança máxima, onde as formas de comunicação são restritas. As investigações apontaram que a principal ligação entre os presos e os criminosos que estavam nas ruas ocorria por meio dos advogados.

Ao todo, foram expedidos 10 mandados de prisão preventiva contra advogados. Até o momento, nove foram cumpridos, enquanto um investigado segue foragido. Também foram cumpridos 12 novos mandados de prisão contra líderes de facções que já estavam presos no sistema penitenciário.

A operação foi realizada de forma integrada pela Polícia Civil, Ministério Público da Bahia (MP-BA), Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e Departamento de Polícia Técnica (DPT). O material apreendido será analisado e poderá subsidiar novas fases da investigação.

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