
O cantor Oruam, de 25 anos, réu por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis, durante uma operação realizada em julho do ano passado, no Joá, no Rio de Janeiro, é considerado foragido da Justiça. Diante da situação, a defesa do rapper apresentou um laudo onde alega que ele têm transtornos psíquicos.
De acordo com o documento, o cantor "encontra-se em acompanhamento psiquiátrico, apresentando quadro clínico compatível com Transtorno de Ansiedade associado a Transtorno Depressivo Moderado".
Conforme o quadro clínico descrito, pode ocorrer um prejuízo "funcional significativo, interferindo de forma relevante na capacidade de desempenho pleno de atividades laborais, sociais e/ou cognitivas, especialmente em contextos que exijam tomada de decisão, autocuidado, manutenção de atenção prolongada, estabilidade emocional e resistência ao estresse".
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Ainda de acordo com o diagnóstico, Oruam tem um quadro clínico compatível com sofrimento psíquico e isso pode está sendo intensificado pelo "estado de hipervigilância constante diante da possibilidade de reclusão em ambiente prisional, pelas condições físicas de saúde anteriores (tuberculose e pneumonia) e pelas dinâmicas familiares complexas, sobretudo a ausência paterna e a vivência de estigmas sociais". O profissional sugere que o rapper seja tratado fora do sistema prisional, pois a prisão poderia piorar o quadro do artista.
Vale destacar que além das tentativas de homicídio, Oruam pode responder por crimes, como resistência, desacato, ameaça e dano qualificado.
Julgamento
O julgamento que aconteceria na segunda-feira (23), no Rio de Janeiro, foi remarcado para o dia 30 de março, pois o delegado Moysés Santana Gomes, uma das vítimas, não estava presente.
