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Pra escorregar: saiba como escolher o lubrificante íntimo ideal

Ginecologista alerta para riscos de produtos inadequados e explica quando o uso é recomendado recomendado

Saiba qual o lubrificante ideal
Saiba qual o lubrificante ideal |  Foto: Ilustrativa/ Freepik

Os lubrificantes íntimos podem facilitar a penetração, aumentar o conforto e até apimentar a relação sexual. Tem versões com sensação de calor ou frio e até sabores, por exemplo. Mas, na hora de escolher o produto para “dar aquela escorregada”, é preciso ter cuidado: nem todo lubrificante é seguro para a região íntima.

Alguns produtos podem alterar o pH vaginal e provocar alergias, coceira, corrimentos e infecções. Por isso, segundo a ginecologista Ana Verena Colonnezi, o lubrificante não deve ser usado sem que antes seja investigada a causa da diminuição da lubrificação natural.

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“Deve-se primeiro avaliar qual é a causa dessa falta de lubrificação vaginal. Os anticoncepcionais, o período após o aleitamento, a menopausa, a perimenopausa e a diminuição da libido são fatores que precisam ser avaliados e tratados adequadamente para ver se essa questão da lubrificação é resolvida”, ressalta.

Produtos que não são testados e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também podem trazer outros riscos. Alguns, por exemplo, podem danificar a camisinha e diminuir sua eficácia. Para casais que desejam engravidar, o uso de lubrificantes inadequados também pode prejudicar a fertilização.

A médica chama atenção ainda para os produtos com cheiro e sabor, que podem alterar o pH vaginal e aumentar as chances de corrimentos e infecções.

Médica alerta parao uso de produtos de sex shop
Médica alerta parao uso de produtos de sex shop | Foto: Ilustrativa/ Freepik

“Quando realmente houver necessidade de utilizar, deve ser um lubrificante à base de água, sem nenhum outro material que confira cheiro ou fragrância, para não trazer problemas para a saúde íntima da mulher”, orienta.

Quem deve usar?

Antes de recorrer ao lubrificante, o ideal é entender o que está causando o ressecamento vaginal. Em mulheres jovens, segundo a ginecologista, um dos principais fatores pode estar relacionado ao uso de contraceptivos hormonais.

“Primeiro, a gente tem que ver qual é a causa que está levando essa mulher a ter uma diminuição na lubrificação. Em mulheres jovens, o principal fator são os contraceptivos hormonais, sejam eles pílulas, injetáveis, adesivos ou até mesmo implantes hormonais, que podem diminuir essa lubrificação”, alerta.

Dra Ana Verena Colonnezi, médica ginecologista
Dra Ana Verena Colonnezi, médica ginecologista | Foto: Arquivo Pessoal

Mulheres que estão no período de aleitamento, na menopausa ou passando por alterações hormonais também podem apresentar diminuição da lubrificação e necessitar de acompanhamento médico.

Segundo Ana Verena, dependendo de cada caso, também podem ser indicadas terapias como laser na região vulvovaginal e radiofrequência. A médica afirma que, em alguns tratamentos, a lubrificação tende a melhorar após três sessões, realizadas com intervalos de 21 a 30 dias.

“Pacientes que têm câncer de mama, que estão na menopausa e ainda não podem fazer reposição hormonal também se beneficiam muito com essas tecnologias, o laser e a radiofrequência. Não sendo acessível, podem ser indicados lubrificantes à base de água, com indicação médica”, afirma.

Cuidados na hora de escolher o lubrificante

Na hora de comprar o “produtinho”, a especialista recomenda atenção à composição e à procedência. Loções hidratantes e produtos com grande quantidade de corantes e perfumes, por exemplo, não devem ser usados na região íntima, pois podem causar desconforto, coceira e ardência.

➡️ Prefira lubrificantes à base de água;
➡️ Evite produtos com cheiro, fragrância, sabor ou excesso de corantes;
➡️ Verifique se o produto é regularizado pela Anvisa;
➡️ Não use produtos inadequados para a região íntima;
➡️ Em caso de ressecamento frequente, procure um ginecologista para investigar a causa.

A médica também faz um alerta para produtos vendidos em sex shops, especialmente aqueles sem indicação adequada para uso íntimo.

“É importante evitar lubrificantes inadequados para não alterar o pH vaginal e trazer coceiras, que são os pruridos, além de corrimentos patológicos e infecções bacterianas genitais. Esses problemas podem ser causados pelo uso de lubrificantes ou sabonetes íntimos inadequados”, explica.

Segundo ela, a escolha do produto deve ser alinhada com o ginecologista, principalmente quando há ressecamento recorrente ou necessidade de tratamento.

“Geralmente, os lubrificantes são usados externamente. Internamente, podem ser usados hormônios, cremes vaginais ou comprimidos vaginais, dependendo da fase da vida em que essa mulher esteja. Existe tanto o uso externo como o interno, e vai depender da indicação e da origem desse ressecamento vaginal”, finaliza.

Lubrificante de graça no SUS

Os lubrificantes também são distribuídos gratuitamente em unidades básicas de saúde (UBS). Para ter acesso, basta procurar a recepção ou a farmácia do posto de saúde e solicitar o item a um profissional.

Lubrificante já é considerado estratégia de saúde pelo sus
Lubrificante já é considerado estratégia de saúde pelo sus | Foto: Rodrigo Nunes/ MS

O gel disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é à base de água e pode ser usado com preservativos de látex. O produto ajuda a reduzir o atrito e pequenas lesões durante a relação, além de contribuir para a prevenção de infecções.

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