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maus tratos - 29/01/2026, 14:00 - Lais Machado

Morte do cão Orelha: entenda tudo sobre o caso que chocou o país

Polícia aponta tortura, tentativa de afogamento e até coação de testemunhas

Cachorro foi torturado e não resistiu aos ferimentos
Cachorro foi torturado e não resistiu aos ferimentos |  Foto: Reprodução/ X (@claralopezstt)

A morte do cão comunitário Orelha, muito conhecido e cuidado por moradores da Praia Brava, em Santa Catarina (PR), gerou uma comoção nacional. No dia 4 de janeiro, o cachorro foi agredido por quatro adolescentes e levado a uma clínica veterinária, mas acabou eutanasiado no dia seguinte em razão da gravidade dos ferimentos.

O caso rapidamente ganhou repercussão, mobilizando defensores dos animais e abrindo espaço para uma série de investigações. O Portal MASSA! reuniu tudo o que se sabe até agora sobre o ocorrido. Confira:

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O que diz a Polícia

Os relatórios iniciais da Polícia Civil de Santa Catarina indicam que a violência contra Orelha foi muito além de maus-tratos. A conduta dos adolescentes pode incluir crime contra o patrimônio, crimes contra a honra e práticas de tortura.

Além disso, a investigação descobriu uma possível tentativa de afogamento de outro cachorro, o Caramelo, que conseguiu escapar. A Civil investiga também a suspeita de que familiares dos adolescentes teriam tentado coagir testemunhas para atrapalhar o caso.

No dia 26 de janeiro, uma operação cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos envolvidos, recolhendo celulares e computadores para análise. Dois dos adolescentes estão em uma viagem pré-programada para os Estados Unidos e devem retornar nos próximos dias.

Juíza deixa o caso por conflito de interesses

Outro desdobramento foi o afastamento da juíza inicialmente responsável pelo processo. O motivo seria o fato de ela ser amiga da família de um dos envolvidos, o que gerou questionamentos sobre a imparcialidade.

A magistrada que assumiu o caso negou, em decisão recente, o acesso imediato ao conteúdo dos aparelhos apreendidos, justificando que os crimes investigados não teriam sido cometidos por telefone ou internet, segundo documento divulgado pelo Jornal Razão.

Documento divulgado pelo Jornal Razão, de Santa Catarina
Documento divulgado pelo Jornal Razão, de Santa Catarina | Foto: Reprodução/ Jornal Razão| SC

O que diz a lei sobre menores envolvidos

Mesmo diante da gravidade do caso, os adolescentes não respondem como adultos. Por serem menores de 18 anos, qualquer ação criminosa é tratada como ato infracional. Eles ficam sujeitos a medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como internação provisória, liberdade assistida ou prestação de serviços.

No laudo veterinário divulgado, constou que o cachorro comunitário apresentou lesão grave na região da cabeça, além de apresentar sangramento nasal e bucal. O caso continua em investigação e ainda pode ter novos desdobramentos ao longo das próximas semanas.

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