
Cerca de 2 mil famílias afetadas pelo desastre ambiental que contaminou a praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio de Salvador, por metais pesados, pedem, desde esta quarta-feira (2), a uma das empresas investigadas pelo despejo da substância no mar que sejam pagos R$ 12 mil em uma única parcela. A Gerdau, por sua vez, havia sugerido o pagamento em 12 parcelas de R$ 1 mil.
A contraproposta da comunidade foi apresentada durante uma reunião com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), Ministério Público Federal (MPF) e outros órgãos, no auditório do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O MP-BA levará a contraproposta dos moradores à companhia.
Contaminação
Desde que as primeiras manchas azuis e amarelas surgiram na região, em fevereiro deste ano, moradores que tiravam seu sustento do mar relataram que tiveram suas vidas financeiras impactadas. A praia permanece interditada para banho e pesca.
Laudos produzidos pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) confirmaram a contaminação. Durante as análises, foram encontradas concentrações elevadas de cobre, zinco, ferro e nitrato na água do mar e na faixa de areia.
O Inema aplicou multas que chegaram a R$ 50 milhões para a Gerdau e a R$ 25 milhões para a Intermarítima. As empresas mantêm atividades industriais e logísticas no Terminal Marítimo de Mapele/Itapuã.
A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens das companhias por danos ambientais, chegando ao montante de R$ 387,6 milhões. Os investigados podem responder pelos crimes de dano a Unidades de Conservação e poluição que resultem em danos à saúde ou ao ecossistema.

