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Decreto -

Praia de São Tomé de Paripe tem emergência ampliada após contaminação

Derramento de produtos químicos causaram diversos danos no mar do bairro

Nilson Marinho
Nilson Marinho
Entre as substâncias identificadas estão ferro, cobre e zinco
Entre as substâncias identificadas estão ferro, cobre e zinco |  Foto: Bruno Dias/Portal MASSA!

A preocupação com as áreas litorâneas de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, continua devido ao derramamento de produtos químicos, que causou danos ambientais na região. A Prefeitura de Salvador prorrogou por mais 90 dias a situação de emergência na área. A medida foi oficializada pelo Decreto nº 42.123, publicado nesta terça-feira (11).

Conforme a gestão municipal, a extensão do prazo foi devido a constatação de que os efeitos do desastre ainda persistem. A situação de emergência havia sido decretada inicialmente pela gestão municipal em 8 de junho. Moradores e profissionais que dependem do mar para sobreviver foram afetados.

Nova publicação

Com a nova publicação, o município deverá manter as ações de monitoramento, prevenção, mitigação e resposta aos efeitos do derramamento do produto químico, oriundas das atividades desenvolvidas pelas empresas Gerdau e Intermarítima, conforme apuração do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Conforme prevê o decreto, durante os próximos 90 dias, órgãos e entidades da administração municipal continuarão atuando dentro de suas respectivas competências para prevenir novos impactos, reduzir riscos e promover ações de recuperação relacionadas ao desastre.

Responsabilização

Após a identificação de manchas azuladas e amareladas na faixa de areia e no mar de São Tomé de Paripe, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) apontou, em relatórios técnicos, concentrações elevadas de metais pesados em organismos marinhos coletados na área afetada. Entre as substâncias identificadas estão ferro, cobre e zinco.

Diante dos resultados das análises, o Inema aplicou uma multa de R$ 50 milhões à Gerdau Aços Longos, após concluir que a empresa contribuiu para a contaminação ambiental na região. O valor corresponde ao teto previsto na legislação ambiental estadual para esse tipo de infração.

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