
A preocupação com as áreas litorâneas de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, continua devido ao derramamento de produtos químicos, que causou danos ambientais na região. A Prefeitura de Salvador prorrogou por mais 90 dias a situação de emergência na área. A medida foi oficializada pelo Decreto nº 42.123, publicado nesta terça-feira (11).
Conforme a gestão municipal, a extensão do prazo foi devido a constatação de que os efeitos do desastre ainda persistem. A situação de emergência havia sido decretada inicialmente pela gestão municipal em 8 de junho. Moradores e profissionais que dependem do mar para sobreviver foram afetados.
Nova publicação
Com a nova publicação, o município deverá manter as ações de monitoramento, prevenção, mitigação e resposta aos efeitos do derramamento do produto químico, oriundas das atividades desenvolvidas pelas empresas Gerdau e Intermarítima, conforme apuração do Ministério Público da Bahia (MP-BA).
Conforme prevê o decreto, durante os próximos 90 dias, órgãos e entidades da administração municipal continuarão atuando dentro de suas respectivas competências para prevenir novos impactos, reduzir riscos e promover ações de recuperação relacionadas ao desastre.
Responsabilização
Após a identificação de manchas azuladas e amareladas na faixa de areia e no mar de São Tomé de Paripe, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) apontou, em relatórios técnicos, concentrações elevadas de metais pesados em organismos marinhos coletados na área afetada. Entre as substâncias identificadas estão ferro, cobre e zinco.
Diante dos resultados das análises, o Inema aplicou uma multa de R$ 50 milhões à Gerdau Aços Longos, após concluir que a empresa contribuiu para a contaminação ambiental na região. O valor corresponde ao teto previsto na legislação ambiental estadual para esse tipo de infração.

