
O alto número de pessoas diagnosticadas com Doença Falciforme em Salvador, condição genética e hereditária caracterizada por uma mutação no gene que produz a hemoglobina (HbA), levou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) a ampliar as ações destinadas a pacientes afetados por essa doença.
A iniciativa mais recente anunciada pela pasta foi o lançamento da carteira de identificação para pessoas com essa condição de saúde, que ajudará a identificar esse público e, consequentemente, oferecer mais atenção e tratamentos específicos para os pacientes.
O secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, esclareceu como surgiu a ideia de realizar essa iniciativa do documento de identificação.
“Essa é uma condição genética e hereditária considerada um importante problema de saúde pública, pois impacta diretamente a qualidade de vida de milhares de pessoas. No Brasil, ela é mais frequente na população negra, em razão do processo histórico de formação do país, e pode causar crises de dor recorrentes e comprometimento de órgãos ao longo da vida. Salvador concentra o maior número de pessoas com Doença Falciforme no país, com estimativa de cerca de 45 novos casos por ano”, revelou.
Dados do Ministério da Saúde apontam que, só entre 2014 e 2020, a média anual de novos casos de crianças diagnosticadas com essa doença - durante o ‘Teste do Pezinho’ - foi de e 1.087, numa incidência de 3,75 a cada 10.000 nascidos vivos.
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Documento vai facilitar atendimento
O gestor também detalhou como o documento vai agregar e contribuir para a rotina dos pacientes.
“A carteira permite a identificação imediata da condição nos serviços de saúde, facilitando o acolhimento, a comunicação entre as equipes e a continuidade do cuidado. Na prática, contribui para mais segurança, respeito e organização do atendimento, especialmente nos momentos de crise. Atualmente, a rede municipal contabiliza aproximadamente 3.463 pessoas notificadas com a doença. Destas, 1.116 pacientes estão cadastrados no Multicentro Carlos Gomes e 383 no Multicentro Vale das Pedrinhas”, completou.
O Ministério da Saúde orienta que crianças a partir dos quatro meses de idade, jovens e adultos que ainda não fizeram diagnóstico para detecção da doença realizem o exame de sangue chamado eletroforese de hemoglobina, disponível no SUS.
