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Fique ligado! - 04/02/2026, 07:00 - Vitória Sacramento

Campanha chama atenção para doenças crônicas silenciosas

No caso da fibromialgia, os números no Brasil ainda são imprecisos justamente pela dificuldade de identificação da doença

A fibromialgia é caracterizada por dor crônica generalizada
A fibromialgia é caracterizada por dor crônica generalizada |  Foto: Divulgação/Freepik

A campanha Fevereiro Roxo chama a atenção da população para doenças crônicas que, apesar de não apresentarem sinais visíveis em muitos casos, impactam diretamente a qualidade de vida de milhares de brasileiros. Entre elas estão a fibromialgia, o lúpus e o Alzheimer, enfermidades que ainda enfrentam altos índices de subnotificação e diagnóstico tardio.

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No caso da fibromialgia, os números no Brasil ainda são imprecisos justamente pela dificuldade de identificação da doença. Estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia apontam que entre 2% e 12% da população adulta pode conviver com a síndrome, que é mais comum em mulheres jovens e negras. A ausência de sintomas aparentes contribui para o desconhecimento, o preconceito e a falta de acolhimento dos pacientes, inclusive dentro do próprio ambiente familiar.

“A fibromialgia acaba sendo colocada sempre como uma segunda patologia, nunca como a doença principal. Muitos pacientes são tratados, mas isso não é notificado, principalmente pela falta de centros e profissionais especializados”, explica a reumatologista Dra. Emanuela Pimenta, da Clínica Ceder. Segundo ela, essa lacuna faz com que o paciente percorra diferentes especialidades médicas sem um acompanhamento adequado, o que dificulta o registro oficial da doença.

A fibromialgia é caracterizada por dor crônica generalizada, fadiga intensa, distúrbios do sono e alterações cognitivas, como dificuldade de concentração e lapsos de memória. O tratamento deve ser individualizado e contínuo, envolvendo não apenas medicação, mas também acompanhamento multidisciplinar e apoio emocional. “O acolhimento médico e familiar é essencial para reduzir a frequência das dores e melhorar o bem-estar e o sono do paciente”, destaca a especialista.

Já o lúpus é uma doença inflamatória autoimune que pode atingir diferentes órgãos do corpo, como rins e fígado. No Brasil, estima-se que entre 150 mil e 300 mil pessoas convivam com a doença, sendo a maioria mulheres entre 15 e 45 anos. Os sintomas variam conforme o órgão afetado e incluem lesões avermelhadas na pele, fotossensibilidade, dor nas articulações, queda de cabelo e dificuldade para respirar, o que torna o diagnóstico mais complexo.

“Uma das maiores dificuldades do lúpus é justamente a diversidade de sinais e sintomas. Por isso, quanto mais cedo o tratamento começa, maior a chance de evitar sequelas permanentes”, afirma Dra. Emanuela. A médica também chama atenção para a semelhança entre as doenças. “A fadiga é um sintoma comum tanto no lúpus quanto na fibromialgia, e muitos pacientes acabam apresentando as duas condições associadas.”

O principal alerta do Fevereiro Roxo, segundo a especialista, é não ignorar os sinais do corpo. “Se você sente cansaço excessivo, dores no corpo, alterações no sono, queda de cabelo ou dores articulares, procure um especialista. O corpo fala”, reforça. Apesar de não terem cura, as doenças reumatológicas possuem tratamento e, quando acompanhadas corretamente, podem ser controladas, garantindo mais qualidade de vida aos pacientes.

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