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Saúde - 05/02/2026, 07:30 - Vitória Sacramento*

Cuidado! Maratona do Carnaval pode fazer coração dar 'pt'

Um dos quadros que mais preocupa os especialistas é a chamada Síndrome do Coração Festeiro

Problemas no coração podem ser agravados na folia
Problemas no coração podem ser agravados na folia |  Foto: Ilustrativa/Freepik

O Carnaval chegou e fica o aviso: horas seguidas de festa, consumo elevado de álcool, poucas horas de sono e calor intenso formam uma combinação que pode colocar a saúde do coração em risco durante a folia. O alerta é da CardioWays, hub de cardiologistas especializado no cuidado integral da saúde cardiovascular, diante do aumento expressivo de problemas cardíacos em pessoas cada vez mais jovens.

Dados do Ministério da Saúde mostram que os casos de infarto em pessoas com menos de 40 anos cresceram cerca de 150% nas últimas duas décadas. Entre jovens de 25 a 29 anos, o número de internações triplicou, enquanto na faixa de 35 a 39 anos os registros praticamente dobraram. Essas idades coincidem com o perfil predominante do público que frequenta os blocos e festas carnavalescas.

Um dos quadros que mais preocupa os especialistas é a chamada Síndrome do Coração Festeiro, conhecida na medicina como Holiday Heart Syndrome. A condição está associada ao consumo excessivo de álcool em um curto período de tempo e pode provocar alterações no ritmo cardíaco, mesmo em pessoas sem histórico de doenças do coração.

Segundo o cardiologista Dr. Leonardo Fantini, da CardioWays, o álcool exerce um efeito tóxico direto sobre o sistema elétrico do coração. “O consumo exagerado de álcool interfere na condução dos impulsos elétricos que coordenam os batimentos, tornando o sistema cardíaco instável. Isso facilita o surgimento de arritmias, sendo a fibrilação atrial a mais comum”, explica.

O risco aumenta quando o consumo de bebida alcoólica é associado à privação de sono e ao esforço físico intenso típico dos dias de folia.“Essa combinação cria uma verdadeira tempestade de estresse sobre o organismo. O coração é forçado a trabalhar no limite, o que pode desencadear arritmias graves ou até um infarto, inclusive em pessoas que se consideram saudáveis”, alerta o médico.

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Além do álcool, o uso de cigarros eletrônicos, que são proibidos no Brasil, e de substâncias estimulantes, como energéticos em excesso, também eleva os riscos cardiovasculares. Em ambientes de grande aglomeração, o calor extremo contribui para a desidratação, queda da pressão arterial e aumento da frequência cardíaca, favorecendo quadros de mal-estar, tontura e complicações mais graves.

Dr. Leonardo Fantini reforça que não é necessário ter fatores de risco clássicos, como hipertensão ou diabetes, para sofrer um evento cardíaco durante o Carnaval. “A ausência de doenças crônicas não garante imunidade. Estresse físico extremo, inflamações agudas, fatores genéticos e o uso de estimulantes podem levar a um infarto mesmo em pessoas jovens”, afirma.

Para aproveitar a festa com mais segurança, a recomendação dos especialistas é priorizar a moderação. Manter-se hidratado, respeitar os limites do corpo, fazer pausas para descanso, alimentar-se de forma leve e buscar atendimento médico ao perceber sintomas como palpitações, falta de ar ou cansaço excessivo são medidas essenciais para reduzir os riscos durante o período carnavalesco.

*Sob a supervisão do editor Anderson Orrico*

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