
Glauber Rosa Santos. Esse era o nome do agente da Polícia Militar que não resistiu ao ser baleado na cabeça durante uma operação contra a facção Comando Vermelho (CV) no bairro Vale das Pedrinhas, que integra o Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador.
Apesar de trampar nas ruas soteropolitanas, o soldado é cria do município de Senhor do Bonfim. Aos 42 anos, Glauber havia deixado sua cidade natal para fazer o policiamento na capital baiana, onde ficou responsável pela região do Nordeste de Amaralina, junto com o 30º Batalhão da Polícia Militar (BPM).
Experiente, Glauber tinha uma carreira consolidada na corporação, com cerca de 17 anos de serviço, entrando em 2009. A Polícia Militar da Bahia lamentou, em nota divulgada nas redes sociais, a morte do colega de farda, honrando a sua trajetória e valores morais.
"Ao longo de sua trajetória, honrou seu juramento até o último segundo, reafirmando os valores que norteiam a farda que vestia e a Instituição à qual sua memória sempre viverá. Neste momento de dor, a Polícia Militar da Bahia se solidariza com familiares, amigos e irmãos de farda, reafirmando seu compromisso de amparar a família enlutada e de seguir firme na missão de proteger a sociedade baiana", disse.
Uma família de luto
A notícia do falecimento de Glauber abalou toda a família, principalmente por acontecer cerca de um dia após as comemorações do aniversário da filha do PM, que completou oito anos na segunda-feira (2). Além disso, ele deixa outro filho de quatro anos.

