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Caso de Amaralina -

Ônibus continuam sem poder entrar no Complexo do Nordeste de Amaralina

Marcelo Daniel, de 19 anos, foi baleado no último sábado (24) e morreu na madrugada de quarta-feira (28), no HGE.

Tabitha Gomes
Tabitha Gomes
Mesmo com segurança reforçada ônibus não entram em bairros do complexo de Amaralina
Mesmo com segurança reforçada ônibus não entram em bairros do complexo de Amaralina |  Foto: Divulgação/ Polícia Militar

Mesmo após a segurança no Complexo do Nordeste de Amaralina , em Salvador, ter sido reforçada durante a madrugada desta quinta-feira (29),ruas dos bairros do Nordeste de Amaralina e Vale das Pedrinhas continuam sem ônibus do transporte público de Salvador, na manhã desta sexta-feira (30),por causa da insegurança. Já no bairro de Santa Cruz, que fica no mesmo complexo, o serviço foi restabelecido, nesta sexta-feira (30).

O reforço policial tem sido feito pelo Comando de Policiamento Regional da Capital (CPRC) Atlântico. Unidades territoriais e especializadas ampliaram as ações na região.

Protestos

As manifestações começaram pela Rua Visconde de Itaborahy. Depois o grupo se instalou nas vias da Avenida Amaralina, na orla do bairro de mesmo nome e seguiu para a Lucaia, na entrada do Vale das Pedrinhas. O protesto foi finalizado por volta das 21h.

Os manifestantes atravessaram dois ônibus na Avenida Amaralina, além de queimarem objetos fechando a via . A manifestação aconteceu devido a indignação ao que ocorreu a Marcelo Daniel que foi internado no Hospital Geral do Estado (HGE), após ser atingido por disparos de arma de fogo no último sábado (24), no bairro do Nordeste de Amaralina.

A situação aconteceu na última quarta-feira, e o jovem não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. Testemunhas garantem que os disparos foram feitos pela PM.

Morte

Marcelo Daniel, de 19 anos, foi baleado no último sábado (24) e morreu na madrugada de quarta-feira (28), no HGE. Testemunhas dizem que PMs fizeram disparos; polícia nega.

Os jovens Marcelo Daniel e Adeilton, foram baleados e socorridos e levados para o HGE. Daiane irmã de Adeilton, afirma que ele foi atingido por quatro tiros e passou por duas cirurgias.

"Estávamos em um momento de Natal em família, nos divertindo e eles [policiais] chegaram atirando. Se não fosse o pessoal aqui, eles iriam matar meu irmão, dizer que foi troca de tiros e jogar drogas em meu irmão [para armar um flagrante]", declarou.

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