
Era no conforto de uma mansão com hidromassagem, churrasqueira e vista panorâmica que Paulo César Baptista de Castro, vulgo 'Paulinho Fogueteiro', passava os dias enquanto fugia das autoridades. Líder do tráfico no Morro do Fallet-Fogueteiro, no Rio de Janeiro, o chefão do Comando Vermelho (CV) virou alvo de uma operação da Polícia Civil nesta segunda-feira (12), mas escapou mais uma vez do cerco.
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Foragido há 17 anos e com nada menos que 93 registros criminais, Paulinho é apontado como um dos principais cabeças do esquema financeiro da facção. De acordo com o Extra, segundo os investigadores, o trafica é o responsável por tocar a 'caixinha do CV', um fundo turbinado com grana do tráfico e usado pra comprar armamento pesado e bancar invasões em outros territórios.
Casarões de alto padrão
A operação, deflagrada pela Delegacia de Repressão a Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio do DGPE e da Core, tinha como missão principal capturar Paulinho e desmontar parte da estrutura criminosa. Durante a ação, os policiais encontraram dois imóveis de alto padrão ligados ao traficante: um no Rio Comprido, usado como esconderijo, e outro em Santa Teresa, no coração do Morro do Fallet.
O prédio de quatro andares em Santa Teresa, onde rolava de tudo um pouco do lazer à contabilidade, era o 'QG do crime'. No local, a polícia achou joias, celulares, um notebook e três quilos de maconha. Dinheiro vivo não foi achado dessa vez, mas imagens recuperadas mostram a farra: maços e mais maços de notas de R$ 100, R$ 50 e R$ 20, empilhados numa mesa ao lado de uma máquina de contar grana e até um copo de whisky.

Fuga no meio do pipoco
Apesar do cerco ter o cerco fechado, Paulinho escapou. O homem estava em outro ponto da comunidade e aproveitou o tiroteio que rolou durante a operação para fugir.

Durante a batida, uma mulher de 35 anos, do Amazonas, foi presa. Segundo a polícia, ela também seria a responsável pela contabilidade do bando e ainda atuava como ponte entre o CV do Rio e o tráfico da Região Norte.