
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aumentou nos últimos dias os salários dos presidentes das federações estaduais de R$ 50 mil para R$ 215 mil. O reajuste de 330% aconteceu após a reeleição de Ednaldo Rodrigues para presidente da entidade. As informações foram publicadas pela Revista Piauí.
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Ednaldo Rodrigues foi reeleito no dia 24 de março para comandar por mais quatro anos a CBF. Candidato único, ele contou com 100% dos votos das federações estaduais e clubes da Série A e B do Brasil, que representam o colégio eleitoral.
O presidente da CBF, no entanto, foi defendido por Evandro Carvalho, que preside a Federação Pernambucana de Futebol (FPF). O cartola afirma que não recebe salário da entidade.
“Eu não recebo salário da CBF para exercer a função de presidente da Federação Pernambucana de Futebol. O que nós recebemos da CBF é um auxílio financeiro mensal, por meio do Programa de Apoio às Federações (PAF), destinado à manutenção das atividades da FPF”, explicou o dirigente em entrevista ao portal DP Esportes..
Ainda segundo Carvalho, o valor repassado pela CBF no final do ano foi maior devido à conclusão das competições, quando a FPF recebeu cerca de R$ 250 mil brutos. “Esse recurso vai diretamente para a conta da entidade e é utilizado para custear as competições, não para pessoas físicas, como o presidente”, afirmou.

Falta de oposição
O ex-jogador Ronaldo Fenômeno chegou a anunciar a intenção de ser candidato à presidência da CBF, mas dias antes da eleição anunciou que retirou a sua candidatura. A justificativa foi a falta de abertura das federações estaduais, que sequer o receberam para ouvir suas propostas.
"No meu primeiro contato com as 27 filiadas, encontrei 23 portas fechadas. As federações se recusaram a me receber em suas casas, sob o argumento de satisfação com a atual gestão e apoio à reeleição. Não pude apresentar meu projeto, levar minhas ideias e ouvi-las como gostaria. Não houve qualquer abertura para o diálogo", publicou o ex-atacante.
Para lançar candidatura, é necessário contar com pelo menos quatro federações e quatro clubes das Séries A e B.
Arrecadação 'gorda'
Em 2023, a CBF alcançou uma receita bruta de R$ 1,172 bilhão. O superávit foi de R$ 238 milhões, um aumento de 66% em relação ao ano anterior. O balanço de 2024 ainda não foi divulgado.
Ednaldo Rodrigues ainda cumpre o seu primeiro mandato como presidente da CBF até março de 2026. Ele poderia convocar eleições até um ano antes e aproveitou o apoio das federações para usar esse direito em março deste ano. A partir de abril de 2026, ele começa um novo mandato que seguirá até 2030.