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Duas paixões - 16/01/2026, 08:33 - Lucas Vieira - Atualizado em 16/01/2026, 09:18

Capitão morto em Salvador era empresário e símbolo do Subúrbio

Tiroteio aconteceu na noite da Lavagem do Bonfim

Osniésio Pereira Salomão, capitão da Polícia Militar
Osniésio Pereira Salomão, capitão da Polícia Militar |  Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Subúrbio Ferroviário de Salvador amanheceu de luto. A morte do capitão da Polícia Militar, Osniésio Pereira Salomão, de 45 anos, não abalou apenas a corporação, mas também moradores, amigos e frequentadores do Boteco do Salomé, bar que ele fundou em Periperi.

Lotado na 18ª Companhia Independente da Polícia Militar (18ª CIPM), o oficial morreu na noite de quinta-feira (15), após um tiroteio na Avenida Contorno, próximo à Bahia Marina.

O "capita" foi abordado por suspeitos, reagiu e trocou tiros. Um dos envolvidos, Vitor da Souza Silva, de 23 anos, morreu no local. Um segundo cara conseguiu fugir e está sendo procurado.

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O PM, que trabalhava na inteligência da corporação, estava de serviço, de forma disfarçada, conforme apurado pelo MASSA!.

Da farda ao balcão

Oficial da turma de 2010 da PM-BA, Salomão era considerado um policial experiente e respeitado. Ao longo da carreira, passou pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), pelo Batalhão Gêmeos e construiu sua trajetória marcada por liderança e disciplina.

Fora do serviço, mostrava outra face: a de empreendedor. Dono do Boteco do Salomé, na Avenida Suburbana, ele fazia do espaço um palco para muita música e resenha.

Legado

As redes sociais do bar se transformaram em um mural de despedidas. Amigos e clientes descreveram Salomão como "cara do bem", "ser humano incomum" e "dos bons". Um dos relatos mais emocionantes veio de um amigo que afirmou que o capitão salvou sua vida no passado, chamando-o de "instrumento de Deus".

Outros comentários lembraram o jeito alegre. "A última lembrança dele foi ele 'metendo dança' e a gente resenhando pq ele sabia todas as coreografias dos pagodes, rimos muito!", escreveu um brother.

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