Uma mulher, de 42 anos, que acompanhava uma paciente no Hospital Eládio Lasserre, no bairro de Cajazeiras II, em Salvador, entrou no radar policial no começo dessa semana. Isso porque três enfermeiras do setor de emergência teriam sido agredidas por ela nesta terça-feira (7). Depois de dois dias, como anda a investigação? Confira.
O relato da discussão entre populares no hospital, de imediato, foi acompanhado por equipes do 22° Batalhão de Polícia Militar (BPM), conforme assegurado pela corporação ao portal MASSA!. Mas, antes mesmo da chegada dos agentes, o desentendimento terminou em agressões físicas devido a uma indagação de uma suposta demora no atendimento.
Com o fato, as enfermeiras e a agressora foram levadas à delegacia. Desde então, um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi instaurado, de acordo com a Polícia Civil, para investigação do caso.
De acordo com o Hospital Eládio Lasserre, as profissionais “receberam suporte individualizado e institucional”.
"Paralelamente, foram adotadas medidas de acolhimento e escuta ao familiar, bem como garantida a continuidade da assistência no setor de emergência, sem prejuízo ao atendimento aos pacientes. O hospital permanece em contato com as profissionais envolvidas, prestando suporte e acompanhamento. A instituição ressalta que dispõe do Programa “Cuidando de Quem Cuida”, voltado ao acolhimento dos colaboradores, por meio de escuta qualificada e ações de promoção à saúde", detalha.
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A Sesab indicou que o hospital, mesmo sendo uma unidade do órgão, é atualmente administrado pelo Instituto Fernando Filgueiras (IFF), porém que “o familiar também foi ouvido e recebeu acolhimento, enquanto a assistência foi mantida normalmente, sem qualquer prejuízo ao atendimento dos pacientes.”
Conselho contesta carga elevada
O Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) alegou que repudia qualquer ato de violência contra profissionais de saúde e pontuou que a unidade enfrenta sobrecarga de trabalho e número reduzido de enfermeiros, o que impacta diretamente o tempo de espera.
“Nenhuma circunstância justifica qualquer tipo de agressão contra profissionais de saúde. A violência nos serviços de saúde é inaceitável e precisa ser combatida com rigor, garantindo segurança e condições dignas de trabalho para aqueles que estão na linha de frente do cuidado”, destaca.