
O senador Flávio Bolsonaro (PL) pode ter o salário suspenso. É o que pediu uma ação popular recém-protocolada na Justiça do Rio de Janeiro. A medida também propõe o corte de auxílios e verbas de gabinete.
Para os autores, os advogados Leonardo Nicolau e Rodrigo Roma, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fugiu do Brasil, se autodeclarou “líder brasileiro” em carta de aspecto golpista, e ainda indicou o objetivo de abandonar o cargo, pois não participou da primeira sessão ordinária do Senado após a derrota na eleição presidencial 2026.
Além disso, a petição destaca que a manutenção da remuneração e de outras parcelas tem que ser interrompida, em caráter liminar, principalmente pela ameaça de dano ao patrimônio público.
Flávio Bolsonaro largou o mandato?
O documento que pede a exclusão do pagamento a Flávio Bolsonaro acrescenta que “não se contesta o péssimo exemplo de homem público que o senador ou outros integrantes de sua família têm para com a República Federativa do Brasil, como fartamente noticiado pela imprensa nacional e o internacional nos últimos anos, mas tão somente evitar a lesão aos cofres públicos de alguém que confessa abertamente abortar de seu mandato, além por óbvio do prejuízo à moralidade administrativa”.
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Como justificativa, a dupla de advogados relata que os recursos “podem gerar despesas que inexoravelmente seriam melhor empregadas em serviços públicos”.
Primeiro pronunciamento após sair do Brasil
O senador publicou um vídeo, nesta sexta-feira (30), na sua conta oficial no Instagram, onde apresentou uma justificativa para deixar o Brasil.
“Eu acho que aqui de fora eu vou conseguir manifestar um pouquinho, um pouquinho mais de liberdade o pensamento de muita gente”, disse em um trecho do comunicado.

