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Após fuga, Flávio Bolsonaro se declara presidente legítimo do Brasil

Derrotado nas urnas, senador divulgou carta dos Estados Unidos e alegou fraude eleitoral sem provas

Flávio Bolsonaro se declarou presidente legítimo do país
Flávio Bolsonaro se declarou presidente legítimo do país |  Foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP
Derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, o senador Flávio Bolsonaro (PL) se autodeclarou o "verdadeiro presidente eleito do Brasil", nesta quarta-feira (28), por meio de uma carta divulgada após sua chegada aos Estados Unidos.
No documento, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro alegou, sem apresentar provas, que houve fraude eleitoral, atacou o Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que pretende liderar a oposição brasileira diretamente do território norte-americano.
A declaração contraria o resultado oficial divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a reeleição de Lula com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio.

Flávio acusa STF de fraude eleitoral

Na carta, o senador questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou a votação no segundo turno em locais onde o processo eleitoral ainda não havia sido encerrado.

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Flávio também acusou o governo Lula de abuso de poder político e econômico durante a campanha e defendeu a cassação da chapa petista. O senador, no entanto, não apresentou provas das supostas irregularidades.

O TSE esclareceu que a prorrogação foi aplicada somente aos locais onde a votação ainda não havia sido encerrada às 17h.

Saída para os Estados Unidos

Flávio também tentou justificar sua saída do Brasil, ocorrida após o ministro Alexandre de Moraes determinar a apreensão de seus passaportes e proibir sua saída do país.

O senador atravessou a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27), e embarcou em um avião particular que fez escala no Equador antes de chegar a Miami.

Na carta, ele afirmou: "Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil". O parlamentar alegou ser vítima de perseguição política e afirmou que pretende continuar sua atuação política fora do país.

O senador ainda agradeceu aos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, pelo acolhimento e apoio.

Flávio também comparou sua situação à de figuras históricas que viveram no exílio, como Rui Barbosa e Charles de Gaulle.

Por fim, o senador prometeu liderar a oposição brasileira dos Estados Unidos, direcionou um recado a parlamentares aliados, especialmente a Rogério Marinho (PL), e anunciou que apresentará uma estratégia de mobilização contra o governo Lula nos próximos dias.

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