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Bolsonaro mandou matar Lula? Entenda história que viralizou nas redes

Trend que viralizou no X resgata o plano “Punhal Verde e Amarelo”

Jair Bolsonaro autorizou plano para matar Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes
Jair Bolsonaro autorizou plano para matar Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes |  Foto: Reprodução

“Bolsonaro mandou matar Lula?”. A pergunta tomou conta das redes sociais nesta terça-feira (20), e ganhou força principalmente no X, antigo Twitter, com internautas incentivando outros usuários a pesquisar sobre o assunto.

A movimentação acontece em plena reta final do segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para domingo (25), e resgata um dos episódios mais pesados das investigações sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022.

A discussão também aparece no momento em que o deputado André Janones (Rede-MG) ganhou protagonismo na estratégia digital pró-Lula. Criador do canal “Exército do Lula”, que já reúne milhões de apoiadores no WhatsApp, o parlamentar passou a coordenar ações de mobilização nas redes durante o segundo turno.

Afinal, Bolsonaro mandou matar Lula?

A investigação confirmou a existência de um plano para assassinar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Batizado de “Punhal Verde e Amarelo”, o plano previa diferentes possibilidades para eliminar as autoridades. No caso de Lula e Alckmin, uma das alternativas avaliadas era o envenenamento. Para Moraes, também foram discutidos armamentos pesados e explosivos.

O documento foi elaborado pelo general da reserva Mário Fernandes, que ocupou cargo no governo Bolsonaro. O próprio militar admitiu, durante interrogatório no STF, ter produzido o arquivo, mas alegou que se tratava apenas de um “pensamento” que colocou no papel e que não teria compartilhado com outras pessoas.

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A Polícia Federal identificou que Fernandes imprimiu o documento dentro do Palácio do Planalto em novembro de 2022. Cerca de 40 minutos depois, ele foi ao Palácio da Alvorada, residência oficial onde Jair Bolsonaro estava naquele período.

PGR disse que Bolsonaro sabia e concordou

O ponto que está no centro da trend surgiu principalmente da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em fevereiro de 2025, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o plano foi levado ao conhecimento do então presidente Jair Bolsonaro e que ele “a ele anuiu”, ou seja, concordou com a iniciativa.

Segundo Gonet, conversas posteriores mostrariam que Bolsonaro acompanhava o avanço das articulações e a possibilidade de execução das ações.

Um dos elementos citados pela acusação é um áudio no qual Mário Fernandes relata a Mauro Cid uma conversa com Bolsonaro. De acordo com a denúncia, Fernandes afirmou que Bolsonaro teria dito que ações poderiam ocorrer até 31 de dezembro de 2022, depois da diplomação de Lula.

No julgamento da trama golpista, o ministro Alexandre de Moraes também relacionou o “Punhal Verde e Amarelo” à organização liderada pelo ex-presidente. Segundo o magistrado, a divisão de tarefas para as ações foi “hierarquizada sob a liderança de Jair Bolsonaro”.

General Mário Fernandes
General Mário Fernandes | Foto: Isác Nóbrega/PR

Bolsonaro foi condenado

Jair Bolsonaro acabou condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão. O Supremo considerou o ex-presidente líder da organização envolvida na tentativa de golpe de Estado.

A condenação foi pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Janones já tinha feito a acusação

A frase que agora circula nas redes não é nova. André Janones já havia afirmado publicamente que Bolsonaro “mandou matar Lula” e Geraldo Alckmin.

Bolsonaro chegou a processar o deputado e alegou que a acusação era falsa e o apresentava como homicida perante a opinião pública. Em setembro deste ano, a Justiça do Distrito Federal rejeitou o pedido de indenização contra Janones.

O juiz entendeu que as declarações estavam ligadas ao debate político e protegidas pela imunidade parlamentar.

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