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Operação Sísifo - 07/07/2026, 19:21 - Rebeca Nascimento

Policiais penais são condenados por esquema em conjunto penal na Bahia

Dez agentes foram denunciados pelo Ministério Público do Estado da Bahia

Servidores também tiveram as perdas dos cargos públicos decretadas
Servidores também tiveram as perdas dos cargos públicos decretadas |  Foto: Divulgação

Dez policiais penais e outras duas pessoas foram condenados à prisão, nesta segunda-feira (6), após denúncia feita pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco).

De acordo com a denúncia, eles participaram de um esquema criminoso responsável pela entrada de materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana. Os policiais também tiveram as perdas dos cargos públicos decretadas.

Todos os envolvidos foram alvo da Operação Sísifo, deflagrada pelo MPBA em conjunto com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e a Secretaria da Segurança Pública (SSP), em fases realizadas nos anos de 2023 e 2024.

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Ainda segundo o MPBA, o grupo responde por crimes de organização criminosa, corrupção passiva, facilitação de entrada de aparelho telefônico e outros objetos ilícitos em estabelecimento prisional, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa, conforme a participação individual de cada um. Dentre eles, o policial penal Valmir Pereira de Jesus, identificado como líder do grupo criminoso, foi condenado a mais de 28 anos de prisão.

Outros condenados

Também foram condenados os policiais penais Vitor Cerqueira de Oliveira, Ednilson Santana Mota, Isaías Gregório de Miranda Filho, Yure Pinheiro Costa, Gildo de Lima Almeida, Valter Ferreira de Almeida, Leandro Calazans Amaral, Rosana Souza de Oliveira e Luana Priscilla de Jesus Moitinho. Além deles, Emerson Carmo dos Santos, por lavagem de dinheiro e organização criminosa, e Genivaldo Reis dos Santos, por corrupção ativa.

Como funcionava o esquema

A denúncia do órgão afirma que os intergrantes do grupo se aproveitavam dos cargos que ocupavam na unidade prisional para facilitar a entrada de celulares, drogas e outros materiais ilícitos no presídio mediante a recebimento de vantagens indevidas.

As apurações indicaram a existência de divisão de tarefas, atuação coordenada e mecanismos voltados à ocultação e dissimulação dos valores obtidos com as atividades criminosas, inclusive por meio de movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados dos envolvidos.

As investigações começaram depois de o MPBA constatar recorrente apreensão de diversos materiais ilícitos com os presos, especialmente celulares, entorpecentes e armas perfurocortantes, o que levantou evidências da participação ativa de detentos e de policiais penais no esquema.

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