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operação caminhos seguros - 12/05/2026, 15:15 - Bruno Dias, Luan Julião e Victoria Isabel/ Portal A TARDE

Operação prende acusados de estupro de vulnerável na Bahia

Mandados foram cumpridos nos bairros da Vitória, Pau Miúdo, Paripe, Boca do Rio e Mata Escura

Dois suspeitos foram presos nesta terça (12)
Dois suspeitos foram presos nesta terça (12) |  Foto: Bruno Dias/ Portal MASSA!

Dois homens investigados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes foram presos pela Polícia Civil da Bahia, nesta terça-feira (12), durante mais uma fase da Operação Caminhos Seguros, mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para combater a exploração infantojuvenil.

As prisões aconteceram em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e no bairro do Garcia, na capital baiana.

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De acordo com o balanço parcial da corporação, entre os dias 4 e 12 de maio, a operação contabilizou 13 presos e 36 mandados de busca e apreensão cumpridos em toda a Bahia. Somente em Salvador, cinco pessoas foram presas durante a ofensiva.

Suspeito usava perfis falsos para atrair crianças

Um dos presos, identificado como Manoel Santos, de 47 anos, foi localizado no próprio ambiente de trabalho, em Lauro de Freitas. Segundo as investigações, conduzidas pelo Núcleo Especializado em Repressão a Crimes Contra Crianças e Adolescentes no Ambiente Virtual (NERCCA), o suspeito administrava cerca de 15 perfis falsos em redes sociais para se aproximar de menores de idade.

As diligências apontam que ele se passava por crianças e adolescentes da mesma faixa etária das vítimas para conquistar confiança e solicitar conteúdos. Ao menos quatro vítimas, com idades entre 9 e 13 anos, já foram identificadas pela Polícia Civil.

Com o investigado, os policiais apreenderam 2.740 arquivos digitais. Ele deverá responder pelos crimes de armazenamento e produção de pornografia infantil, além de estupro de vulnerável por meio virtual.

Ao MASSA!, o delegado coordenador do NERCCA, Gabriel Cipriano, afirmou que o suspeito vinha sendo monitorado há algum tempo pelas equipes especializadas.

"Por meio de um trabalho investigativo, conseguimos obter 15 perfis em que ele estava. Ele criava esses perfis para enganar, para, através do engodo, pela dissimulação, se aproximar de crianças, receber vídeos dessas crianças, crianças essas que estavam praticando atos libidinosos em si", declarou.

Gabriel Cipriano explicou ainda que o investigado mantinha uma rotina constante de contato com as vítimas para fortalecer a relação de confiança.

"Ele se passava por crianças naquela mesma faixa etária e, através do dia a dia, ele ia ganhando confiança, ia recebendo cada vez mais esses conteúdos. Havia cerca de 10, 12 e-mails diversos em que ele estava usando dessa dissimulação para se aproximar e enganar algumas dessas crianças", disse.

Delegado coordenador do NERCCA, Gabriel Cipriano
Delegado coordenador do NERCCA, Gabriel Cipriano | Foto: Bruno Dias/ Portal MASSA!

O coordenador do NERCCA também destacou o trabalho técnico realizado pela Polícia Civil para identificar o suspeito: "É importante ressaltar também que, mesmo o agente, no caso o investigado, tendo um modus operandi de dissimulação, tentando se esconder, a Polícia Civil da Bahia, através de um trabalho técnico especializado, conseguiu elucidar e conseguiu chegar até esse alvo e mostrar resposta estatal e social que a sociedade tanto espera".

Homem preso no Garcia negou conhecer vítima

Já a segunda prisão do dia ocorreu no bairro do Garcia, em Salvador. Geovani Lima, conhecido como “GL”, de 31 anos, foi preso por suspeita de estupro de vulnerável contra uma criança de 11 anos.

Segundo as investigações, o suspeito utilizava um aplicativo de mensagens para se aproximar da vítima, fingindo ser um adolescente. Após conquistar a confiança da criança, ele teria marcado um encontro e cometido o crime.

Em interrogatório, Geovani negou conhecer a vítima. No entanto, conforme a Polícia Civil, a criança realizou o reconhecimento facial do suspeito durante as investigações.

Ao MASSA!, o delegado , afirmou que o caso chegou à unidade após a mãe da vítima procurar a polícia: "A mãe, ao saber que a filha tinha praticado relações sexuais com um indivíduo de 32 anos de idade, dirigiu-se à delegacia, pontuando que estava se sentindo extremamente amedrontada com a situação envolvendo esse suspeito, porque ele estaria também atrelado a questões de homicídio, prática de tráfico de drogas e outros crimes como um todo".

Segundo o delegado, a investigação conseguiu reunir elementos suficientes para solicitar a prisão preventiva do suspeito.

" Preocupada com a segurança da filha, de 11 anos de idade, e com a própria segurança, essa mãe chegou até aqui, e fez a comunicação. A Polícia Civil, por meio do serviço de investigação conseguiu elementos de reconhecimento fotográfico e reconhecimento pessoal para identificar quem era realmente este indivíduo, e representar a prisão preventiva", falou.

Geraldo também detalhou como o investigado teria enganado a vítima: "Esse indivíduo utilizou as redes sociais, criando um perfil fake de que era um adolescente também. Conseguiu identificar elementos de confiança dessa vítima, que era uma criança, se passava por adolescente, marcou o encontro na casa da própria criança e, quando chegou na casa, a criança identificou que não se tratava daquele adolescente com quem ela estava conversando, mas de um adulto".

Delegado da DERCCA, Francisco Geraldo
Delegado da DERCCA, Francisco Geraldo | Foto: Bruno Dias/ Portal MASSA!

O delegado afirmou ainda que a polícia não descarta o surgimento de novos crimes no decorrer das investigações.

Apreensões

Mais de 100 policiais participaram da operação. Além das prisões, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão nos bairros da Vitória, Pau Miúdo, Paripe, Boca do Rio e Mata Escura, em Salvador, além do município de Serrinha.

Durante as ações, foram apreendidos cinco notebooks, um console de videogame e 13 celulares. Todo o material recolhido passará por perícia técnica.

A operação mobilizou mais de 100 policiais civis e foi coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), por meio da DERCCA e do NERCCA, com apoio de outras unidades especializadas da Polícia.

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