
A morte do jovem Lucas Mendes de Jesus, de 19 anos, no bairro de Valéria, em Salvador, na sexta-feira (8), gerou revolta entre os familiares, que acusam agentes da Polícia Militar de assassinato. Diante do caso, a corporação agiu rapidamente e puniu os policiais envolvidos na ocorrência, afastando-os das atividades.
A corporação completou que os PMs estão sendo acompanhados pelo programa psicossocial da instituição. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil. As identidades dos soldados, lotados na 31ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), não foram reveladas.
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Disparo fatal saiu da arma de PM
A ocorrência iniciou após um suspeito, cuja identidade não foi divulgada, fugir da guarnição policial e fazer uma família refém na Rua Tânia Duran, na localidade de Bolachinha, em Valéria, área conhecida pelo domínio da facção Katiara.
Durante a agonia, o criminoso colocou a mãe de Lucas na mira da própria arma e teria disparado contra um dos agentes. O ataque fez os PMs revidarem e, no meio dos disparos, o jovem de 19 anos, que estava sem camisa, foi baleado junto do suspeito. Um vídeo gravado por uma das reféns mostrou toda a situação.
Veja:
Vizinhos e amigos lamentam a perda: "Inocente"
Áudios enviados à reportagem mostram depoimentos de conhecidos da família, lamentando a morte de Lucas. "Um pombo sujo e outro inocente desceu de ralo também. O sem camisa [que aparece no vídeo] morreu, era inocente. Tentou salvar a mãe, ele ficou agoniado com medo", desabafou.
Versão da PM
A reportagem do MASSA! entrou em contato com a Polícia Militar para obter detalhes sobre o afastamento dos agentes. Não houve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto e a matéria será atualizada assim que houver um posicionamento oficial.
