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Quase 12 anos depois - 19/06/2026, 10:50 - Jaísa de Almeida - Atualizado em 19/06/2026, 11:16

Ex-PMs recebem penas de mais de 20 anos por morte de jovem Geovane

Caso teve julgamento encerrado na madrugada desta sexta (19)

Condenados são policiais militares
Condenados são policiais militares |  Foto: Ilustrativa/Divulgação/PM-BA

A Justiça condenou, na madrugada desta sexta-feira (19), os ex-policiais militares Jesimiel da Silva Resende e Cláudio Bonfim Borges pela morte de Geovane Mascarenhas de Santana, ocorrida em Salvador em 2014. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri, no Fórum Ruy Barbosa, e se estendeu por dois dias.

Geovane desapareceu após ser abordado por uma guarnição da Rondesp na Rua Nilo Peçanha, no bairro da Calçada, na tarde de 2 de agosto daquele ano. Segundo a acusação, ele permaneceu sob responsabilidade dos agentes e nunca mais retornou para casa.

Ao final do julgamento, Jesimiel foi sentenciado a 25 anos, 3 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo e ocultação de cadáver.

Cláudio Bonfim Borges recebeu pena de 20 anos e 7 meses por homicídio duplamente qualificado e roubo. Ambos deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado.

O que decidiu o júri?

Além das condenações dos dois ex-PMs, o Tribunal do Júri também definiu os seguintes vereditos:

🚨 Jailson Gomes Oliveira: 6 anos e 4 meses de prisão por roubo, em regime semiaberto;
🚨 Daniel Pereira de Sousa Santos: absolvido;
🚨 Alex Santos Caetano: absolvido;
🚨 Roberto Santos de Oliveira: absolvido;
🚨 Allan Moraes Galiza dos Santos: absolvido.

Entenda todo o processo

Ao todo, sete pessoas foram levadas a julgamento popular por suspeita de participação no caso. A acusação foi sustentada pelos promotores de Justiça Áviner Rocha, Cássio Marcelo e Luciano Assis, do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

De acordo com a instituição, um dos principais elementos apresentados durante o processo foi um laudo pericial de geolocalização. Conforme os promotores, as viaturas usadas na abordagem do jovem foram as mesmas que circularam pelo subúrbio ferroviário durante uma operação realizada naquela noite.

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Ainda segundo a acusação, os veículos permaneceram justamente nas áreas onde partes do corpo da vítima acabaram sendo encontradas horas depois. O material técnico foi utilizado para reforçar a ligação entre os deslocamentos das equipes e os locais apontados pelas investigações.

Relembre o caso

O corpo de Geovane foi localizado em 3 de agosto de 2014, nas proximidades do Parque São Bartolomeu. Conforme as investigações, ele estava carbonizado, decapitado e mutilado.

Geovane foi brutalmente assassinado em 2014
Geovane foi brutalmente assassinado em 2014 | Foto: Reprodução/Redes sociais

Dias mais tarde, a cabeça e outras partes do corpo foram encontradas no Parque Tecal, em Campinas de Pirajá, a cerca de 2,5 quilômetros do primeiro ponto onde os restos mortais haviam sido localizados.

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