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Pedido da defesa - 27/04/2026, 17:03 - Da Redação

Caso Geovane: julgamento de PMs é adiado por dois meses

Sessão foi remarcada para junho após pedido da defesa

Geovane foi brutalmente assassinado em 2014
Geovane foi brutalmente assassinado em 2014 |  Foto: Reprodução/Redes sociais

O julgamento dos sete policiais militares acusados de matar Geovane Mascarenhas, que estava programado para esta segunda-feira (27), foi adiado. Agora, a sessão deve acontecer no dia 17 de junho, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, com previsão de durar três dias.

Segundo informações do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o adiamento ocorreu após um pedido da defesa, que solicitou acesso a informações que não constavam nos autos do processo, originalmente físicos. Ainda de acordo com o órgão, a decisão foi aceita visando preservar o direito à plenitude de defesa e evitar a nulidade do julgamento.

Entenda o caso

O caso ocorreu em 2014, quando Geovane Mascarenhas desapareceu após uma abordagem policial no bairro da Calçada. O corpo da vítima foi encontrado decapitado, carbonizado, com os órgãos genitais retirados e as tatuagens removidas.

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Restos mortais de Geovane foram encontrados no Parque São Bartolomeu. A moto e o celular da vítima teriam sido levados pelos policiais.

Quem são os policiais?

Respondem pelos crimes de homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, os policiais militares:

Cláudio Bonfim Borges;

Jesimiel da Silva Resende;

Daniel Pereira de Sousa Santos;

Alan Morais Galiza dos Santos;

Alex Santos Caetano;

Roberto dos Santos Oliveira;

Jailson Gomes Oliveira.

De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), os policiais também devem responder por roubo qualificado pelas circunstâncias e, com exceção de Jailson Gomes Oliveira, por ocultação de cadáver.

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