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A LUTA SEGUE FIRMA - 27/04/2026, 08:58 - Bruno Dias e Brenda Lua Ferreira/Portal A Tarde - Atualizado em 27/04/2026, 15:48

'Abordado, morto e jogado na viatura': relembra pai do jovem Geovane

Policiais estiveram em julgamento em Salvador por morte em 2014

Pai de Geovane, Jurandyr, abre o coração ao MASSA!
Pai de Geovane, Jurandyr, abre o coração ao MASSA! |  Foto: Bruno Dias/Portal Massa!

Onze anos após o assassinato de Geovane Mascarenhas de Santana, o Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, é palco, nesta segunda-feira (27), do julgamento de sete policiais militares acusados de um dos crimes mais cruéis da história recente da Bahia. O jovem, que tinha 23 anos e era torcedor apaixonado do Bahia, foi abordado, sequestrado, torturado e teve seu corpo mutilado, com partes descartadas em locais diferentes da capital baiana.

Os réus: Cláudio Bonfim Borges, Jesimiel da Silva Resende, Daniel Pereira de Sousa Santos, Alan Morais Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano, Roberto dos Santos Oliveira e Jailson Gomes Oliveira, respondem por homicídio qualificado, roubo qualificado e ocultação de cadáver.

"Coração machucado"

Para Jurandyr Silva de Santana, pai de Geovane, o início do júri traz à tona um sofrimento que se arrasta por mais de uma década. "O coração está machucado. São 12 anos nessa luta e não é fácil. Quem fez o erro que pague. Eu não estou aqui para julgar ninguém, quem julga é a justiça", desabafou Jurandyr, que descreveu o filho como um jovem sonhador, trabalhador e um parceiro de vida.

O pai relembrou a última vez que viu o filho: "Ele saiu para fazer umas comprinhas para fazer uma lasanha. Foi abordado, apanhou, jogaram no fundo da viatura."

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Torturaram ele vivo, arrancaram cabeça e mão

Jurandyr ressaltou ainda a ausência de respostas sobre a motivação. "Até hoje a moto dele não apareceu, um relógio que ele estava no braço não apareceu. É uma pergunta que não tem resposta e agora não tem volta", recordou.

A busca por condenação

O advogado da família, Paulo Kleber, reforçou a expectativa por uma sentença condenatória, destacando as dificuldades enfrentadas durante o processo. "A defesa dos policiais tentou a todo momento desqualificar Geovane e o pai dele, usando a velha tática de atacar a pessoa e não os fatos. A nossa expectativa hoje é condenação", afirmou.

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Queremos 50 anos de pena

Kleber também pontuou o papel fundamental da imprensa e do Ministério Público da Bahia (MP-BA) na manutenção da verdade dos fatos ao longo desses 11 anos. "A verdade ela não muda, ela é uma só. Se não for hoje, vai ser amanhã, mas eles sairão daqui condenados", concluiu o advogado.

O julgamento, que teve início às 8h, deve se estender pelos próximos dias devido à complexidade do caso e ao número de acusados.

Ao portal A TARDE, a SSP-BA informou que "ressalta que todas as informações referentes às investigações realizadas pelas Polícias Civil e Militar foram repassadas para o Poder Judiciário".

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