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Caso Sara Mariano -

Entenda por que a prisão de Ederlan foi preventiva e não definitiva

Diretora da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil explica como funcionam os trâmites jurídicos legais

Silvânia Nascimento
Silvânia Nascimento
Corpo de Sara foi encontrado carbonizado
Corpo de Sara foi encontrado carbonizado |  Foto: Reprodução/Instagram

Quando o sumiço de Sara Mariano, 35 anos, veio à tona, o marido dela, Ederlan Santos, já havia registrado um boletim de ocorrência numa delegacia da Polícia Civil. Inclusive, ele usou as redes sociais para anunciar o desaparecimento da esposa e chegou a dizer que não tinha nenhum indício sobre o sumiço de Sara.

Após dias desaparecida, a cantora gospel foi encontrada morta na sexta-feira (27), às margens da BA-093, na região de Dias D'Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. Por sinal, o próprio Ederlan levou as guarnições da 36ª Companhia Independente da Polícia Militar ao local, onde o corpo de Sara foi encontrado carbonizado. Um dia após esse acontecimento, no sábado (28), Ederlan foi preso, após confessar o delito à Polícia Civil.

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Revoltadas com o crime, muitas pessoas questionaram o porquê da Justiça ter determinado a prisão preventiva, com prazo de 30 dias, e não uma penalidade mais severa. Quanto a isso, a delegada Raquel Gallinati, diretora da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, pós-graduada em Ciências Penais, Direito de Polícia e Judiciária e Processo Penal, em entrevista ao Portal Massa!, explicou como funciona esse trâmite.

Delegada Raquel Gallinati é diretora da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil
Delegada Raquel Gallinati é diretora da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil | Foto: Divulgação

“Quando a polícia identifica o principal suspeito pelo feminicídio, ele pode ser indiciado e preso preventivamente enquanto o caso é investigado e, posteriormente, processado e julgado. A conversão da prisão preventiva para a definitiva ocorre após a condenação com trânsito em julgado", disse a delegada.

Durante a audiência de custódia – realizada na terça-feira (31) – surgiram rumores de que a defesa de Ederlan ia tentar entrar o com o pedido de prisão domiciliar, porém, assim como o pagamento de fiança, essa opção para que o suspeito responda em liberdade, também não esteve ao alcance dele e do advogado.

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Mas afinal, por qual razão Ederlan não teve a alternativa de ficar detido em casa? Ainda em entrevista ao Portal Massa!, a delegada Raquel Gallinati também esclareceu essa questão.

“O pedido de prisão domiciliar pode ser aceito em casos de doença grave, gravidez, ou outras circunstâncias excepcionais que justifiquem a necessidade de cuidados especiais. O período máximo e mínimo da prisão domiciliar depende da avaliação do caso concreto pelo judiciário”, disse Gallinati.

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