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Pode ou não pode? - 12/05/2026, 12:04 - Dara Medeiros

Robyssão defende cultura do gueto após polêmica com Lei Antibaixaria

Cantor foi citado negativamente em documento oficial do Ministério Público da Bahia

Cantor Robyssão se pronuncia após polêmica envolvendo o MP-BA
Cantor Robyssão se pronuncia após polêmica envolvendo o MP-BA |  Foto: Uendel Galter/AG. A Tarde

O cantor de pagode Robyssão se pronunciou pela primeira vez após o Ministério Público da Bahia (MP-BA) citá-lo no documento de recomendação de atrações que possuem músicas que “banalizam a agressão e a violência contra a mulher”, chamada popularmente de Lei Antibaixaria, e não deveriam estar na grade dos festejos de São João, enviado à Prefeitura de Euclides da Cunha.

Segundo Robyssão, que é conhecido por músicas como “Vaza Canhão” e “Aos 16 Nós Cria”, ele e a sua banda respeitam as leis brasileiras e também os órgãos de fiscalização. O artista afirmou que suas canções levam a identidade cultural “do guetto” e não têm o intuito de diminuir ninguém.

“A atuação artística, musical e profissional do cantor e músicos não violam ou mesmo maculam quem quer que seja. Muito pelo contrário, leva para a população a voz do guetto e do pagode baiano mediante o resgate das suas origens. Ressalta-se que toda equipe da banda é formada de pais de família que guardam seu sustento da música”, diz a nota.

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O texto também declara que o estilo do cantor mudou ao longo dos últimos anos e que o pagodão baiano ainda sofre com preconceitos.

“É preciso um olhar crítico a partir do novo momento do trabalho do artista sem que exista um preconceito pela natureza do ritmo musical”, argumenta.

Veja o pronunciamento completo:

Imagem ilustrativa da imagem Robyssão defende cultura do gueto após polêmica com Lei Antibaixaria
Foto: Reprodução/Instagram @robyssaooficial

O que diz o Ministério Público

O documento enviado pelo MP-BA, que foi assinado pelas promotoras de Justiça Sabrina Bruna de Oliveira Rigaud e Lissa Aguiar Andrade Rosal, diz essas letras musicais "acabam por impregnar na mente da sociedade que é aceitável a violência, a depreciação, a inferiorização e a coisificação da mulher, podendo, inclusive, configurar a infração penal de apologia ao crime, tipificada no art. 287 do Código Penal".

O órgão também apontou que, entre as medidas recomendadas, o processo de monitoramento dos shows precisa ser reforçado durante os festas juninas deste ano.

“A fiscalização e o monitoramento das apresentações artísticas, inclusive com possibilidade de interrupção dos shows caso haja execução de músicas ou performances consideradas incompatíveis com a Lei Antibaixaria”, concluiu.

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