
Cinco dias após ser afastado da presidência do São Paulo, pelo Conselho Deliberativo, Julio Casares renunciou ao cargo nesta quarta-feira (21). O anúncio foi feito pelo próprio dirigente, em carta aberta publicada nas redes sociais.
“Renuncio à presidência para preservar minha saúde e proteger minha família”, escreveu Casares, ao criticar o que chamou de ambiente de disputas e conspirações dentro do clube. Com a renúncia, ele mantém seus direitos políticos. Se fosse impeachment definitivo, Casares ficaria impedido de exercer qualquer função no São Paulo por até 10 anos.
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Na última sexta-feira (16), o Conselho aprovou o impeachment do então presidente, que deixou o cargo de forma imediata, aguardando nova votação dos sócios. Com isso, o vice-presidente Harry Massis Júnior assumiu o comando do clube.
Casares, de 64 anos, é alvo de investigações, incluindo uma apuração sobre depósitos em dinheiro que somam cerca de R$ 1,5 milhão, entre 2023 e 2025. Relatórios do Coaf apontam movimentações fracionadas, prática conhecida como “smurfing”, usada para driblar sistemas de controle financeiro.
