
O Bahia venceu o Fluminense por 1 a 0 na Fonte Nova e largou na frente nas quartas de final da Copa do Brasil. Mas a vitória ficou marcada também pelas vaias da torcida a Cauly, substituído no segundo tempo. O meia deixou o campo visivelmente irritado e 'meteu o pé' direto para o vestiário.
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'10 e faixa', o capitão Everton Ribeiro não deixou passar a situação e defendeu o companheiro. "A torcida hoje realmente acabou pegando um pouco no pé e ele é um cara mais na dele. Para ele ter reclamado é porque afetou, e quando afeta ele, afeta nós também. É o nosso companheiro, nosso amigo.", destacou o meia.
Cauly é muito importante para nós e todos abraçamos ele porque sabemos o potencial dele e como é desequilibrante para a gente.
Everton Ribeiro

Após o jogo, o técnico Rogério Ceni esclareceu que foi ele quem pediu para Cauly deixar o banco. "Eu que pedi para o Cauly ir para o vestiário. Quando ele vem, fica chateado, nervoso, eu disse: "Não responda, a torcida é predominante. Eles pagaram o ingresso e têm o direito de se manifestar. Vá descansar no vestiário", disse o técnico.
Ceni ainda explicou o motivo de usar Cauly fora de posição. Sem Pulga 100% e com Kayky desgastado, o meia precisou atuar como um extremo, mesmo sem características de ponta.
"Claro que Cauly não é o Pulga, não tem a velocidade, é de construção. Quando tenho um jogador que só pode fazer 45 minutos, mesmo que não seja obrigação do torcedor saber, tenho que usar Cauly pelo lado", acrescentou.
Números em queda
Se em 2023 Cauly brilhou com 10 gols e 9 assistências em 47 jogos, em 2024 o rendimento já havia caído um pouco. Mesmo repetindo quase as mesmas participações (9 gols e 9 assistências), precisou de mais 15 jogos para isso. Agora, em 2025, o meia tem números bem mais modestos: 4 gols e 5 assistências nos mesmos 47 jogos.
Antes da decisão no Rio contra o Fluminense, marcada para 10 de setembro, o Bahia pega o Mirassol neste domingo (30), às 18h30, fora de casa, elo Brasileirão.