
O cantor Gilberto Gil participou virtualmente de um ato inter-religioso organizado pelo Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba e classificou como “agressões” os comentários feitos pelo padre Danilo César contra Preta Gil, que faleceu em julho de 2025. O sacerdote esteve presente no evento, após ter firmado um acordo que o protegeu de responder criminalmente.
A participação de Gil ocorreu na sexta-feira (6), durante a cerimônia de reparação, com o padre presente no auditório no momento da transmissão.
“Nosso agradecimento pelo ato de reparação a essa agressão que foi feita a esse ato de injustiça que foi perpetrada contra nós, toda nossa família, nossos amigos, parentes. Minha satisfação pelo fato de que a reparação está sendo feita, de que o reconhecimento da agressão, da injustiça, está sendo feita”, declarou o cantor.
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O padre não fez declarações durante o evento. Já o bispo Dom Dulcenio Fontes de Matos, da Diocese de Campina Grande, responsável pela paróquia do padre, emitiu uma carta ressaltando que “há interesse institucional da Diocese em contribuir e colaborar com o diálogo inter-religioso”.
Entenda o caso
No dia 27 de julho, durante uma missa transmitida ao vivo pelo YouTube, o padre relacionou a morte da cantora Preta Gil, vítima de câncer colorretal, à fé em religiões de matriz afro-indígena.
“Eu peço saúde, mas não alcanço saúde, é porque Deus sabe o que faz, ele sabe o que é melhor para você, que a morte é melhor para você. Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?", disse Danilo César.
Após a denúncia, o padre fechou um acordo com o MPF, que o livrou de responsabilidade criminal.
