
A lanchonete de Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, trabalhador que foi morto em uma ação da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) em 23 de julho deste ano no bairro São Cristóvão, em Salvador, foi reinaugurada na manhã desta sexta-feira (16). A reportagem do MASSA! esteve presente na reinauguração, que foi abraçada pelos moradores e populares da região.
Localizada na Rua Lauro de Freitas, em São Cristóvão, o estabelecimento oferece salgados de R$ 9 e sucos variados de R$ 5. Erica Carolina, esposa da vítima, enfatizou a emoção e responsabilidade em manter vivo o legado do seu companheiro, que foi morto seis dias depois de abrir sua lanchonete.
"É uma grande responsabilidade, um legado que ele deixou e vou levar com muito orgulho, com muito carinho. A gente tem hambúrguer, pãozinho com cenoura e requeijão cremoso, esfirra de carne, de frango. Vocês não vão se arrepender, venham provar", indica em entrevista à reportagem.
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Quem também conversou com a reportagem foi Jeanderson, conhecido como Bonecão, um dos amigos da vítima: "O nosso bairro é muito importante para a família do Léo Lanches, para os amigos e comércio local. Eu quero pedir que todos compareçam, foi uma perda dolorosa, mas o legado tem que continuar."
Relembre o caso Léo Lanches
Léo Lanches foi baleado na cabeça na Rua Lessa Ribeiro em julho deste ano. Ele foi socorrido para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
A soldado da PM, Valdilene Nonato, é suspeita ter disparado contra Léo Lanches. Ela foi presa em 4 de agosto após análises de imagens das câmeras corporais utilizadas em seu uniforme, mas recebeu liberdade da Justiça no dia 2 de outubro.

Após o caso, a Polícia Militar informou na época que equipes da 49ª CIPM realizavam um patrulhamento na região quando foram recebidas com tiros por homens armados. A corporação afirmou que os policiais revidaram e Léo Lanches foi encontrado baleado no final da ocorrência.

