
Familiares do vendedor conhecido popularmente como Léo Lanches, morto no dia 23 de julho, no bairro de São Cristóvão, em Salvador, deram um novo passo em busca da reconstrução do futuro. A lanchonete em que Leonardo Gil Lima será reaberta no próximo dia 16 de outubro, na Rua Lauro de Freitas.
“Espero todos vocês lá para começar comigo esse novo capítulo, essa nova parte da nossa história. E agradecer essa corrente do bem que foi realmente uma força-tarefa, Deus botou pessoas o tempo todo, momentos que eu achei que não ia conseguir concluir [a reconstrução da loja]. Queria tá um pouco mais feliz, mas estou e não estou ao mesmo tempo, com um pouco de medo, de ansiedade, mas muito grata. Queria muito que ele estivesse aqui fazendo parte disso tudo, mas infelizmente não é como eu quero”, relatou a companheira da vítima, Erica Carolina.
A empreendedora também afirmou que seguirá um cronograma de postagens diárias, como a produção dos lanches para os seguidores e clientes.
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O fato que resultou na morte de Léo ocorreu cinco dias após a inauguração da própria lanchonete do comerciante. A situação ocorreu no meio de uma operação da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM).
Relembre o caso: morte de Léo Lanches
O vendedor Léo Lanches morreu na noite do dia 23 de julho, na localidade conhecida como Lessa Ribeira. Mesmo socorrido a uma unidade de saúde de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), o homem não resistiu.
Pouco menos de duas semanas depois, uma soldado da PM-BA foi presa no bairro da Pituba, depois de uma investigação da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), com apoio da corporação militar. A medida foi proveniente sobretudo de imagens registradas por câmeras corporais, além de um laudo pericial produzido pelo Departameno de Polícia Técnica (DPT).
"A Secretaria da Segurança Pública disponibilizou as duas gravações para que fosse analisada toda a dinâmica do fato. Nesse momento, entendemos que era prudente pedir a prisão da policial feminina. Em relação ao outro policial, ainda há uma análise da conduta dele. Mas, neste primeiro momento, entendemos que não era necessária nenhuma medida cautelar contra ele", declarou a delegada Zaira Pimentel, titular da 1° Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), em entrevista coletiva no dia 5 de agosto.

