
A prisão da soldado da Polícia Militar suspeita de matar o empresário Leonardo Gil Lima, de 33 anos, conhecido como "Léo Lanches", fez moradores de São Cristóvão voltarem a apontar a policial como supostamente envolvida em outra ação que terminou com a morte de um jovem no mesmo bairro, há cerca de três meses.
Questionada sobre o assunto durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (5), a delegada Zaira Pimentel, titular da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), afirmou que o caso é de conhecimento da Polícia Civil, mas ressaltou que, até o momento, não há elementos que permitam responsabilizar a policial por esse homicídio.
Ainda segundo a delegada, todos os homicídios registrados na região são investigados pela 1ª DH, que analisa o histórico e as circunstâncias de cada ocorrência.
"Todos os homicídios daquela área são investigados pela 1ª Delegacia de Homicídios. Nós fazemos uma análise de toda a vida pregressa dos investigados. Existe esse fato, porém, até o momento, ele não atribui a ela nenhuma responsabilidade, como ocorre no caso de Léo Lanches", afirmou a delegada.
Câmeras corporais
Imagens da câmera corporal acoplada à farda da soldado Valdilene Nonato Santos França foram analisadas pela Polícia Civil antes da prisão da militar. As gravações do equipamento de outro policial militar, que participou da mesma ação, também passaram por perícia.
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"A Secretaria da Segurança Pública disponibilizou as duas gravações para que fosse analisada toda a dinâmica do fato. Nesse momento, entendemos que era prudente pedir a prisão da policial feminina. Em relação ao outro policial, ainda há uma análise da conduta dele. Mas, neste primeiro momento, entendemos que não era necessária nenhuma medida cautelar contra ele", declarou Zaira.
Interrogada após a prisão, a policial militar optou por permanecer em silêncio, na presença de seu advogado. Ela está custodiada no Batalhão de Choque da Polícia Militar, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

