As férias escolares estão com os dias contados e, consequentemente, pais e responsáveis estão na correria para comprar os materiais dos pequenos estudantes. Depois de um final de ano cheio de confraternizações e festas, quem deixou para comprar os produtos de última hora precisa bater perna em Salvador em busca do melhor preço.
É verdade que nem sempre quem deixa para comprar o material da volta às aulas no final de dezembro ou no início de janeiro é por questão de escolha. Em alguns casos, o orçamento apertado de quem sobrevive com uma renda não tão alta faz com que outras coisas sejam priorizadas.
Mãe de Maria Helena, de apenas 5 anos, a jovem Tainá Reis, de 24, explica que fez uma longa pesquisa e decidiu comprar tudo pela internet após perceber que os materiais estão mais caros em relação ao ano passado, de acordo com a atendente de farmácia.
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“Achei os preços um pouco elevados, principalmente de itens básicos. Em algumas lojas, o valor final ficava acima do que eu tinha planejado gastar”, afirmou a moradora do bairro de Jardim Cajazeiras em entrevista ao MASSA!.
Decidi comprar todo o material pela internet
Tainá Reis
Ao finalizar o carrinho de compras no site escolhido, ela notou que ultrapassou R$ 15 do valor que pretendia utilizar, contudo, ainda assim, valeu a pena. “Mesmo passando um pouco do valor que eu tinha estipulado, consegui fechar a compra em torno de R$ 215,00.”, explicou Tainá.

A atendente de telemarketing Khaylla Santos, de 27 anos, optou por uma estratégia diferente. A mãe do menino Mantlei, 7, revelou que ainda não fechou a lista e que vive a expectativa de encontrar algumas promoções, principalmente no bairro de São Marcos, onde ela mora.
“Ainda não comprei porque quero continuar pesquisando. Acredito que, com a proximidade da volta às aulas, podem surgir promoções ou preços melhores, então estou aguardando um pouco mais”, pontuou.
Ela também destacou que não estipulou um valor máximo para gastar, mas que está ligada para não terminar fazendo aquilo que não pode.
“Ainda não fechei um valor exato, porque estou comparando bastante. A ideia é encontrar opções que caibam no orçamento sem comprometer outros gastos do início de ano”, completou.

Lista MASSA!
Para muita gente que ainda não parou para fazer as compras dos materiais e está na correria por causa do trabalho durante a semana, a saída pode ser comprar em lojas de departamento.
O MASSA! foi até às ruas para saber como estão os preços dos itens e bateu no Shopping Piedade, no centro de Salvador. A equipe bateu perna e montou uma lista básica em duas lojas, confira os preços.
Lojas Americanas
➡️ Caderno R$ 22,99
➡️ Lápis R$ 9,99
➡️ Caneta R$ 2,09
➡️. Borracha R$ 15,99
➡️ Apontador R$ 4,99
➡️ Estojo R$ 19,99
➡️ Régua R$ 9,99
➡️ Tesoura R$9,99
➡️ Cola R$ 4,99
➡️ R$ Lápis de cor 11,99
➡️ Canetinhas R$ 4,98
➡️ Mochila R$ 29,99.
➡️ Papel Ofício R$ 7,99 (100 folhas)
➡️ Agenda R$ 19,99
Total = R$ 175,95
Le Biscuit
➡️ Caderno R$ 19,90
➡️Lápis R$ 7,99
➡️ Caneta R$ 2,99
➡️ Borracha R$ 9,99
➡️Apontador R$ 4,99
➡️ Estojo R$ 22,99
➡️ Régua R$ 17,99
➡️Tesoura R$ 6,99
➡️ Cola R$ 5,99
➡️ Lápis de cor R$ 9,99
➡️ Canetinhas R$ 9,99
➡️ Mochila R$ 29,99
➡️ Papel Ofício R$ 5,99 (100 folhas)
➡️ Agenda R$ 14,99
Total = R$ 164,78

Procon alerta para listas abusivas
Muitas pessoas deram de cara com situações de preços abusivos ou de encontrar na lista de material solicitado pela escol algum item que não faça parta da rotina de estudos. O coordenador de fiscalização do Procon-BA, Leandro Loyola, explicou em entrevista ao MASSA! o que de fato os colégios podem solicitar aos pais ou responsáveis dos alunos.
“É importante ter atenção quanto à lista de materiais que é solicitado por cada unidade escolar. Os itens permitidos são todos que venham a ser utilizados para fins pedagógicos”, afirmou.
Os consumidores que se sentirem lesados podem procurar o posto de atendimento do Procon-BA localizados em Salvador ou realizar a sua denúncia, pelo email: [email protected].
Na Bahia existe a Lei 12.886/ 2013., que proíbe a solicitação de materiais que sejam utilizados para o uso coletivo, contudo, muitos colégios incluem na lista.
Na Bahia, a legislação que regulamenta a lista de material escolar, e, inclusive, faz algumas proibições como solicitar material que venha a ser de uso coletivo, como papel-ofício, pilotos, dentre outros materiais também genéricos, como o material de limpeza
Leandro Loyola
“Há algumas exceções. Caso o material venha ser utilizado como atividade pedagógica, a unidade escolar precisa informar, de fato, para qual finalidade será utilizado o material solicitado e quando vai ser utilizado”, explicou o coordenador de fiscalização do Procon.
Planejamento para pegar boas promoções
Após o movimento frenético com muitas pomoções desde a Black Friday até o Natal, é comum que o fluxo de pessoas nos estabelecimentos comerciais diminua em janeiro. Entretanto, algumas promoções são realizadas no primeiro mês do ano para atrair o consumidor, é o que afirma o gerente de marketing do Shopping Piedade, Maurício Mendes.
“Algumas lojas também ofertam liquidações voltadas para poder vender. Agora com esse retorno, muitas das escolas já voltam na próxima semana, então é puxada o foco para não só roupa comum, mas também para esse mix de produto que é produtos escolares”, disse ao MASSA!.
O gestor ressalta que os produtos ficam à disposição durante todo o ano e, se possível, o consumidor possa se adiantar e conseguir pegar boas promoções antes mesmo da virada de ano.

“Tem gente que costuma já comprar na Black Friday, ou quando sai o 13º, a primeira ou a segunda parte, aí a pessoa avalia. Mas quando há uma programação, realmente, acho que a pessoa consegue aproveitar mais ofertas”, finalizou Maurício.