27º Salvador, Bahia
previsao diaria
Facebook Instagram
WHATSAPP
Receba notícias no WhatsApp Entre no grupo do MASSA!
Home / Cidades

Aumento - 02/04/2026, 22:10 - Da Redação

Preço do ovo dispara na Semana Santa

Alimento é usado para a substituir a carne vermelha no período da Quaresma

Pescados e coentro também sofreram reajustes
Pescados e coentro também sofreram reajustes |  Foto: Jean Vagner/SEI

Peixe, quiabo, camarão e azeite de dendê. Quando se fala em Semana Santa, em Salvador, esses são alguns dos alimentos mais procurados para realizar a ceia da Sexta-Feira da Paixão, e, por isso, a galera costuma ficar de olho no preço. Mas quem diria que um dos vilões do aumento seria o ovo? E não é o de chocolate. É o da galinha.

Mas isso tem um motivo. Para muito católicos, a abstinência de carne vermelha vai além da Quarta-feira de Cinzas e da Sexta-Feira Santa. Alguns deixam de comer o alimento toda sexta-feira do período da Quaresma e por isso acaba substituindo a carne por outros produtos, inclusive o ovo.

Um levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) avaliou comportamento dos preços de 20 produtos típicos do período da Semana Santa, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, para a Região Metropolitana de Salvador. O estudo considerou os dados dos meses que antecedem a Páscoa: de janeiro a abril de 2023 e 2025, dados de janeiro a março de 2024 e dados do primeiro bimestre de 2026.

Leia Também:

O estudo confirma a alta nos preços de alguns produtos no período analisado. A restrição ao consumo de carne vermelha e o aumento da procura por ingredientes regionais são possíveis razões para a elevação dos preços.

Como principal proteína substituta na Quaresma, o ovo de galinha tem aumento quase certo entre fevereiro e março. O histórico mostra que, no ano de 2023, o ovo subiu em março (7,69%) e em abril (4,51%), e em 2024, subiu no mês da Semana Santa. Em 2025, o produto disparou quase 18% em fevereiro e 12,05% em março. Para a Semana Santa de 2026, a tendência de alta já foi confirmada: após cair em janeiro, o preço do ovo subiu 4,15% em fevereiro, início do período da quaresma.

Ainda segundo o histórico avaliado, o coentro também tem aumento relevante nos custos. Em 2023, por exemplo, o preço variou bastante, caindo em março e subindo em abril. Já em 2024, encareceu 18,60% em fevereiro e 17,34% em março. Em 2025, a alta continuou em todos os meses até abril, e em 2026, subiu 3,02% em janeiro e depois teve redução de 3,30% em fevereiro.

Também houve reajustes nos pescados. A corvina sofreu altas seguidas de janeiro a abril de 2023. Já em 2024, ocorreram aumentos de janeiro a março quando alcançou 6,92%. Este pescado ainda subiu nos três primeiros meses de 2025, chegando ao pico em março quando os preços cresceram 6,04%. Em 2026, o peixe já iniciou o ano subindo 2,55% em janeiro, mas teve leve queda em fevereiro (-0,04%). Já a merluza, por exemplo, chegou a registrar queda nos preços durante os meses cruciais de março (-2,20%) e abril (-2,19%) do ano passado, além de iniciar 2026 mais barata com queda de 4,24% e 0,62% em janeiro e fevereiro, respectivamente o que torna este pescado uma boa alternativa para quem tem grandes restrições orçamentárias.

Já o azeite de oliva é um caso à parte, pois o produto não sofre apenas com a época do ano, mas vem de uma sequência de aumentos contínuos ao longo de todo 2023 e 2024. O ano de 2026 começou com o azeite voltando a subir 1,63% em fevereiro. Empregada no preparo da farofa de azeite, a farinha de mandioca, encareceu nos quatro primeiros meses de 2023, fechando com alta de 6,71% em abril. Em 2024, o preço recuou até o mês da festa. Em 2025, caiu em abril após uma alta em março. Em 2026, encareceu 1,81% em janeiro e ficou estável em fevereiro (-0,03%).

Sabe aquele chocolate em barra e os bombons industrializados? Eles não apresentam grandes impactos inflacionários oficiais na praça de Salvador durante a Páscoa, registrando inclusive quedas de preço nos meses que antecederam o evento nos anos passados, e com uma leve alta de 1% em fevereiro de 2026.

Vale destacar que o estudo foi elaborado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para a RM de Salvador, com o objetivo de acompanhar o comportamento dos preços dos produtos consumidos tanto nos meses que antecedem a Quaresma como também o comportamento dos mesmos já nos dias das celebrações citadas, e para isso, destacou-se o espaço de quatro anos, de 2023 a 2026. O trabalho engloba dados de janeiro até o mês em que a Semana Santa foi ou será realizada em cada ano, (2023: abril; 2024: março; 2025: abril; 2026: abril, sendo que para o ano corrente, tem-se informações aferidas pelo IBGE até fevereiro, pois os dados para o IPCA referentes ao mês de março só serão divulgados em 10/04/2026.

Cabe informar ainda que outros produtos que são consumidos no período em análise como o ovo de páscoa, o vinho e o quiabo, por exemplo, não constam neste relatório pelo fato de o IPCA/ IBGE para a RM de Salvador não apresentar informações para os mesmos.

exclamção leia também