
Com a chegada da Semana Santa, o consumo de peixes ganha destaque na mesa de muitas famílias. Tradição no período, os pratos à base de pescado movimentam feiras, mercados e peixarias, mas especialistas alertam: o cuidado com a qualidade do produto deve começar ainda na hora da compra.
De acordo com a professora do curso de Nutrição da Unijorge e doutora em Ciências de Alimentos, Renata Oliveira, a escolha de um peixe seguro passa por uma série de observações importantes. “É fundamental ser bastante criterioso na escolha para levar à mesa um produto de qualidade e ter uma bela celebração sem preocupações”, orienta.
Entre os principais pontos de atenção está a higiene do local de venda. O consumidor deve evitar espaços com presença de moscas e observar se os comerciantes utilizam vestimentas limpas e seguem práticas adequadas, como não manusear dinheiro e alimento ao mesmo tempo.
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Outro fator essencial é a conservação. O peixe fresco precisa estar armazenado sob refrigeração, em gelo ou freezer. Além disso, características visuais ajudam a identificar a qualidade do produto: escamas brilhantes e bem aderidas, guelras úmidas, olhos claros e sem aspecto opaco são sinais de frescor. O odor também deve ser suave e característico. Peixe fresco não tem cheiro forte.
A falta desses cuidados pode representar riscos à saúde. Peixes mal conservados podem estar contaminados por bactérias como Aeromonas, Salmonella e Escherichia coli, responsáveis por infecções que vão desde diarreias até quadros mais graves.
Na prática, quem vive da venda de pescado reforça a importância desses cuidados no dia a dia. Há 17 anos trabalhando como peixeiro, hoje, no bairro de Jardim Cajazeiras, João da Conceição destaca que a qualidade do produto está diretamente ligada ao controle do estoque.
“O segredo é não comprar muito. É trabalhar com uma quantidade que dê para um ou dois dias e ir renovando. Assim você garante a qualidade do peixe”, explica.
Ele também ressalta o papel do vendedor na orientação dos clientes. “A gente ensina, mostra a guelra, o olho, a aparência do peixe. Faz de tudo para o cliente entender que o produto está fresco. Quando ele chega em casa e vê que o peixe está bom, volta a comprar. Isso gera confiança”, afirma.
Com o aumento da procura durante a Semana Santa, a recomendação é que o consumidor redobre a atenção e priorize locais confiáveis. Assim, além de manter a tradição, é possível garantir uma refeição segura e de qualidade para toda a família.
