
O avanço da Mpox (MPXV) em 2026 colocou o Ministério da Saúde em alerta máximo. O Brasil já soma 90 casos nos dois primeiros meses do ano, sem registro de óbitos até o momento, mas com aumento nas notificações que acendeu o sinal vermelho na vigilância epidemiológica. A maioria dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados, segundo dados oficiais.
O estado de São Paulo lidera com 63 registros. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3) e Rio Grande do Sul (2). Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal contabilizam um caso cada. O país ainda monitora mais de 180 notificações suspeitas — 57 descartadas.
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Diante do cenário, a pasta intensificou o acompanhamento por semanas epidemiológicas, atualizou protocolos e reforçou a articulação entre estados e municípios para garantir resposta rápida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar do alerta, nçao há indicação de quarentena coletiva neste momento.
Algumas orientações seguem recomendadas:
➡️ Pessoas com suspeita de contágio devem procurar atendimento de saúde e evitar contato próximo com outras pessoas;
➡️ Casos confirmados precisam cumprir isolamento imediato até o fim do período de transmissão;
➡️ É fundamental não compartilhar objetos pessoais, como toalhas e roupas;
➡️ Estados e municípios devem manter vigilância ativa e notificação rápida de novos casos.
Mesmo com o crescimento em 2026, o cenário ainda é mais brando que o do ano passado, quando o país registrou 1.079 casos e dois óbitos. A Mpox é transmitida principalmente por contato íntimo ou muito próximo com pessoa infectada e provoca sintomas como febre, dores no corpo e lesões na pele.
Atualmente, o tratamento é de suporte, focado no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações, já que ainda não existe medicamento específico aprovado para a doença.
