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Luto -

Morre Regina do Acarajé, última da histórica ‘trindade’ de Salvador

Baiana marcou gerações com seus tabuleiros

Regina era famosa por seus tabuleiro com quitutes baianos
Regina era famosa por seus tabuleiro com quitutes baianos |  Foto: Reprodução/Redes sociais

Salvador perdeu, nesta segunda-feira (19), um dos grandes nomes da sua culinária popular. Regina Santos Conceição, conhecida como Regina do Acarajé, morreu aos 74 anos. A informação foi confirmada por familiares nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.

Dona de um dos tabuleiros mais tradicionais da capital baiana, Regina construiu sua história entre a Graça e o Rio Vermelho e se tornou referência para quem buscava acarajé, abará e outros quitutes da culinária baiana.

Na publicação que anunciou a despedida, a família definiu Regina como “mãe, avó, amiga e grande exemplo de fé”. “Só nos resta saudades! Meu amor”, diz a legenda publicada no perfil do Acarajé da Regina.

O velório será realizado nesta terça-feira (20), a partir das 12h, no Cemitério Bosque da Paz.

Última de um trio histórico

Com a morte de Regina, Salvador se despede da última representante viva da chamada “Santíssima Trindade do Acarajé” do Rio Vermelho, formada por ela, Dinha e Cira. O trio ajudou a transformar o bairro em uma espécie de território sagrado para os amantes do quitute.

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Lindinalva de Assis, a famosa Dinha do Acarajé, morreu em maio de 2008. Já Jaciara de Jesus Santos, a Cira, morreu em dezembro de 2020. Desde então, Regina era a última das três grandes baianas daquela geração ainda viva.

Regina também foi protagonista de um capítulo que entrou para o folclore soteropolitano. Em 1998, ela deixou seu tradicional ponto na Graça para abrir um tabuleiro próximo ao de Dinha, no Largo de Santana. A chegada provocou a famosa “Guerra das Baianas”, disputa que ganhou jornais e dividiu opiniões em Salvador. Pouco depois, Cira também chegou ao Rio Vermelho.

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