
Salvador viveu um fim de semana marcado por chuvas. Segundo o Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvador (Codesal), a combinação de um cavado, sistema meteorológico que altera a circulação dos ventos, com os resquícios de uma frente fria vinda do Sul do país, deixou esta segunda-feira (6), e o fim de semana anterior, entre o que pode ser o período mais chuvosos deste mês.
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De acordo com o meteorologista Giuliano Carlos do Nascimento, do Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvador, o final de semana já havia registrado acumulados em torno de 40 mm, principalmente no domingo.
Nesta segunda, o volume chegou a cerca de 30 mm em algumas regiões da cidade, impulsionado pela aproximação de uma frente fria.
Ainda segundo o meteorologista, os efeitos da frente fria devem se estender até terça-feira (7), quando o sistema perde força. A partir de quarta-feira (8), o tempo tende a ficar mais estável na capital baiana.
Bairros com maior acumulado de chuva
Segundo o levantamento da Codesal referente às últimas 24 horas (atualizado às 10h50 desta segunda-feira), os bairros com os maiores volumes de chuva foram:
➡️ Boca do Rio – 37,0 mm
➡️ Imbuí – 32,0 mm
➡️ Arenoso – 26,0 mm

Previsão do tempo ⛈️
Na terça-feira (7), o cenário permanece semelhante, com sol, pancadas de chuva pela manhã e muitas nuvens à tarde. O volume previsto também é de 9,6 mm, e a chance de chuva sobe para 81%.
Ja na quarta (8), a previsão ainda indica chuva pela manhã, mas com menor intensidade. O acumulado esperado é de 5 mm, com 63% de probabilidade de precipitação.
Mas, a partir de quinta-feira (9), o tempo deve ficar firme na capital baiana. Entre quinta e domingo (12), a previsão é de sol entre nuvens e ausência de chuva, com temperaturas variando entre 22°C e 27°C.
O que é o 'cavado'?
O cavado é um sistema meteorológico caracterizado por uma configuração de baixa pressão que altera a circulação dos ventos na atmosfera, favorecendo a formação de nuvens e, consequentemente, de chuva.
Segundo Giuliano Carlos , esse fenômeno pode ocorrer em diferentes níveis da atmosfera, desde próximo à superfície até camadas mais altas, próximas à tropopausa. A atuação do cavado combinada a fatores locais como temperatura e umidade, ajuda a explicar a instabilidade registrada nos últimos dias em Salvador.
"O cavado é diferente, por exemplo, de fenômenos ligados apenas à diferença de temperatura e umidade em nível local, que geralmente está associada à termodinâmica local, à influência da região", destacou.
Como fica Salvador até outubro?
Apesar da chuva recente, a projeção climática para o trimestre não é de volume acima da média. De acordo com os modelos climáticos citados pelo meteorologista, a tendência para os próximos três meses é de chuvas abaixo da normal climatológica.
A normal climatológica é calculada a partir de uma série histórica de mais de 30 anos de dados e tem como estação de referência em Salvador o posto de Ondina, vinculado ao Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Para julho, por exemplo, a normal climatológica é de 194,1 mm.
Até a manhã desta segunda, a estação de Ondina havia acumulado 53,4 mm no mês — bem abaixo do esperado para o período. Já outros pontos monitorados pela Defesa Civil, como o bairro de Arenoso, registraram volumes mais próximos da média mensal esperada, com 95,6 mm acumulados, o equivalente a quase metade do previsto para todo o mês.
O meteorologista também destacou que a Defesa Civil de Salvador conta atualmente com 114 sensores de monitoramento espalhados pela cidade — incluindo estações do Inmet e do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) — o que permite observar diferenças regionais significativas na distribuição da chuva, já que o comportamento pluviométrico pode variar bastante entre bairros da capital baiana.

