
Os caminhoneiros da Bahia aderiram a paralisação convocada pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim. A suspensão das atividades é prevista para ser nacional e busca pressionar o Senado a acelerar a votação da Medida Provisória do Piso do Frete.
Segundo apuração do MASSA! junto ao Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado da Bahia (Sindicam-BA), a paralisação foi aderida no território baiano desde a madrugada desta segunda-feira (13) e seguirá ao longo do dia.
Ainda segundo a fonte ligada à organização, a categoria está concentrada na Estrada do Porto de Salvador, pela Via Expressa. Em razão da mobilização, os caminhões estão sendo impedidos de acessar o porto, mas tudo de forma pacífica.
Imagens enviadas à reportagem mostram alguns caminhoneiros pela pista, com cartazes sobre a paralisação, enquanto os veículos desviam pela direita.
Assista:
Motivo da paralisação
A manifestação é motivada pelo pedido de votação imediata a Medida Provisória do Piso do Frete antes do fim da validade. Segundo a categoria, a proposta visa garantir que o piso mínimo do frete rodoviário seja cumprido e os caminhoneiros não aceitem serviços abaixo dos valores definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
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A MP já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas ainda é necessário passar por votação do Senado até o dia 16 de julho por conta da validade. Caso não seja votada, perderá a eficiência. Por conta da demora, os caminhoneiros iniciaram a manifestação nesta segunda.
Impacto
Segundo informado pelo Sindicam-BA ao MASSA!, os impactos previstos com a manifestação envolvem: redução da movimentação de cargas; atrasos na importação e exportação, podendo comprometer prazos de entrega e embarque.
Além de aumento dos custos para embarcadores e operadores portuários, com risco de pagamento de armazenagem e estadia; e prejuízos para os caminhoneiros parados, que deixam de realizar viagens, comprometendo sua renda diária.
