Quando o verão chega com força em Salvador, o corpo vira protagonista. É tempo de short curto, biquíni, piscina, praia e, claro, da famosa marquinha. Nesse cenário, cresce a procura por técnicas que prometem um bronze mais uniforme e com desenho certeiro, fugindo do “queimou aqui e ficou branco ali”. Entre tantas opções, o bronzeamento com fita isolante tem se destacado e virado tendência entre baianas de diferentes perfis.
Apesar de parecer simples à primeira vista, o processo vai além de ficar estirada no sol ou em pé dentro de uma cabine. Antes da marquinha aparecer, há orientação, preparo do corpo, definição de horários e acompanhamento profissional, fatores que fazem diferença no resultado final e na saúde da pele.
No bairro de Cajazeiras, mais precisamente na Rua A, em Jaguaripe I, a movimentação começa cedo. É lá que funciona o espaço Kerubim Bronze de Ouro, comandado pela empresária Laila Sampaio. Em um bate-papo com o MASSA!, a mulher defende que o bronze com fita pode contribuir para a autoestima feminina, desde que seja feito com cautela e responsabilidade. Segundo ela, o método não se resume à estética e pode trazer outros benefícios quando bem orientado.
“Um dos benefícios é a produção, né, da vitamina D, que auxilia nos ossos, o cálcio, também disfarça manchas, algumas imperfeições, dá uma camuflada também nas estrias. Além disso, com o acompanhamento de um profissional, com protetor solar e com os horários certinhos, o bronzeado no sol é bastante saudável”, indica.

Para evitar problemas, existe uma regra básica seguida à risca no espaço. Alimentação leve, hidratação reforçada e chegada cedo fazem parte do pacote. A intenção é aproveitar o sol mais ameno e evitar lesões como queimaduras, bolhas ou manchas que podem surgir com a exposição inadequada.
“Eu peço que as meninas cheguem aqui bem cedinho, a partir das 7h30, porque é o horário em que o raio ultravioleta (UV) ainda não está tão alto. Após esse horário, a partir das 10 horas, o sol já é muito forte. Então, se a gente não tiver um cuidado com o tempo, podem ocorrer lesões. A gente tem essa preocupação.”, conta.

O cuidado, no entanto, não elimina os alertas. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça que qualquer exposição à radiação solar sem proteção adequada pode provocar envelhecimento precoce da pele e até aumentar as chances de câncer cutâneo. Ainda assim, quem curte a prática segue firme, consciente dos riscos e apostando no acompanhamento profissional oferecido.
Sol é sol, né, pai?
É o caso da técnica de enfermagem Andreza Laila, que utiliza o bronze com fita há cerca de quatro anos. Para ela, apesar da praticidade das cabines de bronzeamento, o sol ainda entrega um resultado mais completo no visual:
Eu gosto do sol porque ele deixa tudo bronzeadinho por inteiro, o corpo todo. Quem tem umas dobrinhas já consegue pegar tudo também. Então, eu prefiro ficar no sol e ativar a melanina.
relata à reportagem.
Andreza explica que, mesmo podendo pegar sol na praia, escolhe o espaço pela facilidade e pela eficiência do resultado. Segundo ela, o uso de produtos específicos e o acompanhamento profissional fazem diferença no tom final e no desenho da marquinha, algo que nunca conseguiu alcançar em exposições prolongadas ao ar livre.

“Porque aqui tem os ativadores, né? Aí a gente consegue um bronze mais rápido, mais eficiente, mais desenhado. Eu mesma tenho uma dificuldade péssima de pegar sol na praia. Já passei seis horas e nunca ficou legal. Foi aqui que eu me encontrei”, conta.
E não é só o produto que entra nessa conta. O cuidado também passa pelo olhar individual, já que cada pele reage de um jeito ao sol. Segundo Laila ao MASSA!, não existe tempo fechado nem fórmula pronta: a duração da exposição varia conforme o tom da pele, justamente para evitar lesões e garantir um resultado mais seguro. Peles mais claras pedem atenção redobrada, enquanto as mais escuras costumam aguentar um pouco mais.

“Uma pele mais clarinha a gente deixa um pouquinho menos de tempo. Uma pele morena, a gente já deixa um pouquinho mais, porque ela tem uma resistência maior. Já a pele clara a gente deixa de 30 a 40 minutos, no máximo, de frente e depois de costas.”
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Essa atenção individual também aparece quando o assunto é corpo. No espaço, não tem padrão nem cobrança: magrinha, cheinha, plus size… todo mundo vai com o mesmo objetivo: sair com a marquinha “na régua” e se sentindo melhor consigo mesma. Foi isso que fez Improta Sales trocar a praia pelo bronze com fita, onde se sente mais à vontade.
“O bronze de fita dá uma autoestima no corpo, ainda mais eu, que sou uma pessoa plus size. Na praia a gente fica meio desconcertada, se sentindo exposta. Aqui temos mais privacidade, ainda mais a gente que sente vergonha, que é mais tímida”, aponta.

Marquinha que dá fogo
Casada e adepta da técnica há cerca de quatro meses, Improta conta à reportagem que os efeitos do bronze ultrapassaram o espelho. Segundo ela, a marquinha ajudou a valorizar o corpo e reacendeu o “fogo da paixão” no relacionamento:
Eu acho que a marquinha valorizou bastante o meu corpo. Ela contribui para apimentar a relação. Meu marido gosta, sempre pede para eu vir fazer. Ele ama!”
conta Improta.
Esse tipo de resultado explica por que muita gente acaba voltando — e por que os espaços acabam oferecendo mais de uma alternativa. No Kerubim Bronze de Ouro, além da versão feita ao ar livre, também há a opção em máquina, disponível o ano inteiro e pensada para quem quer se manter “alinhada” mesmo fora do verão. De acordo com Laila, cada técnica entrega um visual diferente.

“O bronze na máquina é aquele que a gente atende todas as estações do ano, né? Porque a gente pode atender de manhã, de tarde e de noite. O tom de pele no sol dá mais uma dourada. A máquina já foca mais naquela marquinha, para quem quer aquela marca bem marcada, aquela coisa mais forte”, diz.
Mas fato é que, entre o puxão de orelha dos médicos e a vontade de sair com a marquinha na régua, o bronze com fita segue “na mente” do povão. Para quem embarca na onda, é preciso ficar ligado: procurar um profissional certificado, confiar nas orientações durante todo o processo e, aí sim, curtir o procedimento.
*Sob a supervisão do editor Pedro Moraes