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Além da pele! - 06/01/2026, 07:30 - Vitória Sacramento*

Verão é bom, mas também causa doenças; saiba como se proteger

Precauções com todo o corpo devem ser levadas em consideração nesta época do ano

Queimaduras são comuns no verão
Queimaduras são comuns no verão |  Foto: Ilustrativa/Freepik

Com a chegada do verão, a rotina de praia, piscina e festas se intensifica e, junto com o lazer, surgem condições de saúde típicas da estação. O aumento das temperaturas, da umidade e da exposição solar favorece o aparecimento de problemas que podem ser evitados com cuidados simples, segundo especialistas das áreas da saúde como dermatologia, infectologia, oftalmologia e nutrição.

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Um dos principais alertas envolve a proteção da pele. O período coincide com o Dezembro Laranja, campanha de conscientização sobre o câncer de pele. A dermatologista Flavia Prevedelo reforça que a fotoproteção deve ser prioridade. “A fotoproteção é o principal cuidado da temporada”, destaca. Ela orienta o uso da chamada “regra dos três dedos” para garantir a quantidade adequada de protetor solar no rosto e no pescoço, além da reaplicação do produto a cada três horas ou após o banho de mar ou piscina.

Além da pele, os cabelos também sofrem com os efeitos do sol, do sal e do cloro. Para reduzir os danos, a recomendação é utilizar acessórios de proteção, como bonés e lenços, além de produtos com filtro UV. Uma medida simples, segundo especialistas, é molhar os fios com água doce antes do mergulho, o que diminui a absorção de substâncias agressivas.

Na areia, algumas doenças se tornam mais frequentes durante o verão, como micoses e o bicho-geográfico. “O bicho-geográfico aparece como uma lesão em forma de ‘caminho’ na pele. É importante procurar atendimento médico porque há tratamento específico”, alerta a dermatologista.

O calor e a umidade também criam um ambiente favorável para o surgimento de infecções. A infectologista Camila Ahrens explica que, nesse período, aumentam os casos de micoses, gastroenterites e conjuntivites. Segundo ela, a prevenção está em hábitos simples do dia a dia. Manter a pele seca, trocar roupas molhadas rapidamente, usar chinelos em ambientes úmidos e higienizar as mãos com frequência ajudam a reduzir os riscos.

Camila também chama atenção para as intoxicações alimentares, mais comuns no verão. “Bactérias como Salmonella e E. coli se multiplicam mais rapidamente no calor. Por isso, observe a higiene do local e evite alimentos expostos sem refrigeração”, orienta. Em casos de vômitos persistentes, febre e sinais de desidratação, a recomendação é buscar atendimento médico.

Os cuidados também devem se estender aos olhos. O oftalmologista Dhiogo Côrrea explica que a exposição solar afeta não apenas a pele, mas também a visão. “É fundamental usar óculos com proteção UV de verdade. É preferível não usar óculos de sol do que usar óculos falsificados”, ressalta. Ele alerta que a radiação ultravioleta pode causar queimaduras na córnea e aumentar, a longo prazo, o risco de doenças como pterígio e catarata.

Piscinas, mar e vento favorecem irritações e conjuntivites. Por isso, a orientação é evitar coçar os olhos, reforçar a higiene das mãos e não compartilhar toalhas ou maquiagem. Para quem usa lentes de contato, o cuidado deve ser ainda maior. O ideal, segundo o especialista, é evitar nadar com as lentes ou optar por modelos descartáveis diários, aliados a óculos de natação bem vedados.

Durante as festas e viagens típicas do verão, a alimentação também merece atenção. A nutricionista Marcella Oliveira explica que os excessos costumam ocorrer pela variedade de pratos disponíveis. “A melhor estratégia é fazer porções pequenas para aproveitar sem exagerar”, afirma. Ela recomenda manter as refeições regulares ao longo do dia para evitar compensações e episódios de compulsão à noite.

A hidratação é outro ponto essencial. A orientação média é consumir cerca de 35 ml de água por quilo de peso corporal, aumentando a ingestão nos dias mais quentes. Para quem consome bebidas alcoólicas, Marcella sugere alternar cada dose com um copo de água. “Um dia de festa não anula meses de esforço. Coma sem culpa e retome a rotina no dia seguinte”, reforça.

O clínico médico Ricardo Gullit alerta ainda para os riscos do calor excessivo, como desidratação, exaustão pelo calor e insolação. Segundo ele, os sintomas podem evoluir rapidamente. “A insolação costuma causar febre muito alta, pele quente e seca, dor de cabeça intensa, náuseas, confusão mental e, em alguns casos, desmaio”, explica. Já a desidratação pode provocar sede intensa, boca seca, tontura e redução do volume urinário.

Gullit destaca que crianças e idosos exigem atenção especial, pois desidratam com mais facilidade. Ele orienta evitar atividades físicas ao ar livre entre 10h e 16h. “Hidratar-se antes, durante e depois da atividade e fazer pausas em locais com sombra reduz significativamente o risco de exaustão”, afirma.

Com informações claras e cuidados simples, é possível aproveitar o verão com mais segurança. A fotoproteção adequada, a hidratação reforçada, a atenção à alimentação e aos ambientes compartilhados ajudam a preservar a saúde e garantem que a estação seja vivida com mais leveza e bem-estar.

*Sob a supervisão do editor Anderson Orrico

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